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Chávez diz que expulsou embaixador israelense por dignidade

Caracas, 7 jan (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que expulsou o embaixador israelense, Shlomo Cohen, por dignidade, já que seu Executivo está ao lado da vida, e não da morte, como, disse, está o Governo assassino de Israel.

EFE |

Chávez rejeitou o comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores israelense na terça-feira à noite, após a expulsão de Cohen, no qual acusou a Venezuela de manter "estreitos laços" com o Hamas e o Irã.

Em um ato político em Caracas, Chávez leu parte do comunicado israelense e mostrou a fotografia de uma criança palestina morta durante os bombardeios israelenses de Gaza que foi publicada hoje na primeira página de um jornal nacional.

O governante afirmou que a carta oficial israelense diz "o mesmo que o Governo dos Estados Unidos". Em 2001, o venezuelano mostrou na televisão fotografias de crianças mortas durante os bombardeios americanos ao Afeganistão em sua luta contra o terrorismo.

Chávez qualificou de "cinismo" que o Governo de Israel tenha expressado que a "Venezuela deve escolher de que lado está nesta guerra, deve escolher entre os que lutam contra o terrorismo e entre os que o apóiam".

"O comunicado diz que 'não é nenhuma surpresa que a Venezuela tenha mostrado ao mundo novamente de que lado está. Isso é uma verdade, não é surpresa que a Venezuela, mais uma vez, tenha mostrado ao mundo que está ao lado da vida, do respeito à soberania dos povos, e da Justiça", afirmou.

"Eles (o Governo de Israel) são os mensageiros da morte e da guerra", acrescentou Chávez, que diferenciou o Executivo do Estado judeu do "povo de Israel", a quem pediu novamente que "reflita".

O governante venezuelano voltou a criticar "o mundo" por permanecer de "braços cruzados" enquanto as forças israelenses "trancafiam e, agora, massacram os palestinos".

"O mundo está de braços cruzados porque, por trás de Israel, está o maldito império americano, que tem de acabar nos próximos anos para que sejamos livres de verdade, para que haja Justiça, para que haja paz", afirmou.

Chávez reiterou que seu Governo vai esperar pela posição que será tomada pelo presidente eleito Barack Obama depois de assumir o Governo dos Estados Unidos, em 20 de janeiro, mas manifestou que não tem esperanças de que a Casa Branca apoiará o fim da agressão israelense à Faixa de Gaza.

"Torço para que o senhor Obama movimente todo o poder imperial para deter a operação israelense", afirmou.

A ofensiva do Estado judeu em Gaza, que começou no dia 27 de dezembro, deixou até agora mais de 640 mortos e mais de 2.400 feridos. EFE gf/mh

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