Chávez diz que entrada de Honduras na Alba fortalece integração

Caracas, 23 ago (EFE) - A Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), criada em 2004 por Venezuela e Cuba, recebe na próxima segunda-feira Honduras como novo membro do mecanismo, que coloca a integração regional com especial ênfase no desenvolvimento humano.

EFE |

O presidente venezuelano e promotor da Alba, Hugo Chávez, afirmou na sexta-feira que "mais países" latino-americanos e caribenhos "querem" se juntar ao mecanismo, após comemorar, novamente, a decisão do governante hondurenho, Manuel Zelaya, de aderir ao organismo.

Chávez citou o Haiti e o Paraguai entre os países que teriam expressado interesse em aderir ao organismo, integrado até agora por Venezuela, Cuba, Bolívia, Nicarágua e Dominica.

Na próxima segunda-feira, Honduras assinará, na capital, Tegucigalpa, sua adesão ao mecanismo de integração, em um ato oficial que contará com a presença de Chávez, e dos presidentes boliviano, Evo Morales, e nicaragüense, Daniel Ortega.

Honduras ingressa na Alba em meio ao apoio de organizações populares, mas com a rejeição de empresários e políticos de diversas tendências, incluído o governante Partido Liberal, que alegaram que a entrada do país no organismo permitirá à Venezuela influir em seus assuntos internos.

A Alba foi apresentada por Chávez pela primeira vez em dezembro de 2001, como contrapartida à Área de Livre-Comércio das Américas (Alca) impulsionada pelos Estados Unidos.

No entanto, a criação do mecanismo só foi concretizada três anos depois, em Cuba, com a assinatura de uma Declaração Conjunta por parte do governante venezuelano e de Fidel Castro.

Baseado nos princípios de justiça, solidariedade, eqüidade, cooperação, complementaridade e em relação à soberania, a Alba defende a idéia de que "o comércio e o investimento não devem ter fim em si próprios, mas serem instrumentos para alcançar um desenvolvimento justo e sustentável".

O ex-presidente hondurenho Ricardo Maduro disse hoje que a adesão de Honduras à Alba será como um golpe para os EUA, principal aliado do país da América Central. EFE gf/ab/db

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