Chávez diz que cúpulas no Brasil mostram fim da hegemonia dos EUA

Costa do Sauípe (Bahia), 16 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, destacou hoje que a realização de quatro cúpulas de líderes latino-americanos e caribenhos no Brasil evidencia o fim da hegemonia e do imperialismo americanos na região.

EFE |

"É um sinal muito forte, os EUA já não mandam aqui", enfatizou Chávez na sua chegada ao balneário da Costa do Sauípe, palco das cúpulas de líderes do Mercosul, da União das Nações Sul-americanos (Unasul), do Grupo do Rio, e da América Latina e do Caribe.

O governante venezuelano minimizou a importância do fato de não participar da 36ª Cúpula do Mercosul, e que em na sua ausência tenha discursado o vice-chanceler Francisco Arias.

"Estava previsto chegar a esta hora, eu cheguei em ponto, estava em minha agenda, vou à reunião da Unasul, que é muito importante , e depois à cúpula da América Latina e do Caribe", declarou o chefe de Estado à imprensa.

No entanto, Chávez disse depois que não pôde participar da Cúpula do Mercosul, porque se tinha chegado tarde.

"Não estive na Cúpula do Mercosul simplesmente porque não deu tempo, não tem nada de política", declarou a um jornalista.

"O mais importante é que estamos juntos aqui e também sem a intromissão do império, está começando o caminho, um novo caminho, nosso caminho a partir do sul", ressaltou Chávez, para quem a América Latina está iniciando uma caminhada "sem a hegemonia (...) de império algum".

Segundo ele, a chegada à Presidência dos EUA de Barack Obama "é propicia para que a América Latina fale com uma só voz".

"Peçamos respeito ao novo Governo americano, observem os sapatos que atiraram em Bush, eu trouxe sapatos muito leves", brincou Chávez com jornalistas, ao fazer alusão ao incidente ocorrido durante a visita no domingo passado do presidente dos EUA ao Iraque.

O presidente da Venezuela recusou se pronunciar sobre o conflito entre Argentina e Uruguai sobre a candidatura do ex-presidente argentino Néstor Kirchner para chefiar a Unasul.

"Não quero comentar sobre essas coisas, espero que nas reuniões, através do diálogo, regulemos esse e outros temas pendentes no cenário bilateral e no multilateral", argumentou. EFE mf/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG