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Chávez diz que China é o maior motor do mundo contra a crise

Pequim, 8 abr (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje não ter dúvida de que a China é o maior motor que existe para levar o mundo adiante da crise, fazendo um agrado a seu colega chinês, Hu Jintao, durante reunião em Pequim.

EFE |

O chefe do Estado chinês retribuiu, chamando Chávez de "velho e grande amigo" cujas seis visitas são "prova palpável da importância que dá ao desenvolvimento das relações bilaterais e a sua boa dinâmica".

"Acho que sua visita oferece uma oportunidade excepcional para abordar pontos de vista sobre pontos de interesse da comum", disse o dirigente chinês, respondendo a Chávez, com quem trocou ideias sobre a evolução das relações bilaterais e o que chama "construção de uma nova ordem geopolítica mundial", chamou de "muito positivas para o mundo" as ações tomadas pela China para enfrentar a crise.

Hugo Chávez louvou também a atuação chinesa para abordar a crise mundial, dizendo que elas "foram muito positivas para o mundo", em relação a posições tomadas, por exemplo, na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes), em Londres.

"A crise mundial avança, (mas) também nossas relações, que são muito positivas", acrescentou o presidente venezuelano.

Ao chegar ontem à noite à capital chinesa, Chávez disse trazer uma agenda "bastante intensa" que inclui a América Latina "onde a cada dia têm mais força os movimentos de renovação (como se refere a aliados de esquerda), como a chegada ao poder da Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional em El Salvador".

Também disse desejava conversar com Hu Jintao sobre o G20 e outros objetivos estratégicos geopolíticos, como a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul e dos Países Árabes (Aspa), a União de Nações Sul-americanas (Unasul), "e dizê-lo que a presença da China na América Latina é fundamental".

Segundo o presidente venezuelano, é necessária uma "nova arquitetura geopolítica internacional", não só financeira como a que Hu Jintao quer criar, com a qual, entretanto, disse estar de acordo.

"Nós já estamos criando o Banco da Alba, o do Sul e os bancos venezuelanos. O FMI está quebrado e não acho que seja uma solução alternativa injetar-lhe US$ 1 bilhão", disse ao chegar a Pequim.

"Está nascendo um mundo novo, um novo equilíbrio, o mundo multipolar com o qual sonhamos tanto há muito tempo", disse Chávez, que recentemente aumentou seu poder na Venezuela, ao ver aprovada a emenda constitucional permitindo a reeleição ilimitada.

"Caiu abaixo o unipolar, o poder do império dos Estados Unidos e Mao Tsé Tung (1893-1976) acabou tendo razão quando falou do 'tigre de papel' do império".

"A cada dia se levantam novos pólos de poder mundial, como Pequim ou Tóquio, e o planeta desloca seu centro de gravidade rumo ao Leste e o Sul", concluiu.

Por ocasião da visita de trabalho de Chávez à China até amanhã, o jornal oficial em inglês "China Daily" analisou a relação crescente do país asiático com a América Latina, ilustrado com fotografias da cooperação venezuelano-chinesa.

O comércio entre China e América Latina cresceu para US$ 140 bilhões em 2008, um aumento de 40%, segundo dados oficiais chineses.

A China adquire matérias-primas na América Latina para abastecer sua economia, a terceira maior do planeta e a maior entre as emergentes, com a compra, por exemplo, de petróleo da Venezuela, soja e ferro do Brasil, soja e azeite d Argentina, cobre ao Chile, estanho da Bolívia e lã, madeira e couro do Uruguai.

Em novembro, as autoridades chinesas publicaram o primeiro Livro Branco sobre políticas na América Latina e no Caribe, e destacaram a intenção de reforçar "uma cooperação completa" em política, economia e cultura, assim como em segurança, defesa e assuntos judiciais. EFE pc/jp

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