Chávez diz esperar que Obama acabe com igerência dos EUA na Venezuela

Caracas, 13 jan (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu hoje os avanços de seu Governo e de sua revolução socialista, ao mesmo tempo em que disse esperar de Washington o fim de sua ingerência na Venezuela com a chegada de Barack Obama à Casa Branca.

EFE |

Durante sua mensagem anual na governista Assembléia Nacional (AN), Chávez declarou estar esperançoso de que Obama "mude algo" da política "imperial" que os Estados Unidos têm para seu país.

"Tomara que, com a chegada do novo Governo de Obama, mudem em algo estas agressões e estas ingerências nos assuntos internos por parte do Governo dos Estados Unidos", disse Chávez no ato oficial, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão.

Chávez fez o comentário ao insistir em sua denúncia de que um grupo de opositores se reuniu na semana passada em Porto Rico com "assessores" americanos.

Esses assessores teriam dado aos opositores diretrizes sobre a campanha contra a emenda constitucional que Chávez impulsiona para instaurar a reeleição ilimitada para os cargos eleitos por voto popular e, assim, poder concorrer à Presidência pela terceira vez seguida em 2012.

No último sábado, o chefe de Estado venezuelano ameaçou expulsar um diplomata dos Estados Unidos credenciado no país se descobrisse sua participação na suposta reunião em Porto Rico.

Em seu longo pronunciamento no Parlamento, Chávez focou especialmente os "avanços" em matéria social através dos programas de saúde, educação e assistência à infância.

O presidente venezuelano exibiu, entre muitas outras estatísticas, números sobre a redução da "pobreza generalizada", que passou de "75,5% em 2000 para 33,4% em 2007".

O Índice de Desenvolvimento Humano "aumentou sete pontos" na última década, e a Venezuela agora é o "61º entre 176 países", segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), disse Chávez.

A taxa de inscritos nos ensino médio e superior "atualmente é de 35,9%, enquanto em 1999 era de 21%". Além disso, "a renda per capita também aumentou significativamente ano após ano", afirmou o líder.

Outra "conquista" do Governo é a rede de distribuição de alimentos Mercal, que abastece especialmente a população mais desfavorecida e na qual "inflação é zero", em contraste com o índice de 30,9% registrado em 2008, disse o presidente.

"Sem dúvida", a inflação terminou o ano em "alta (em 2008) em comparação com os países da região", reconheceu Chávez, cujo Governo recalculou pelo menos duas vezes suas previsões sobre o índice de preços, que em princípio ficaria em 12%.

Chávez voltou a reclamar do fato de os "sucessos" do Governo não serem tão divulgados pela imprensa local e internacional, motivo pelo qual frisou que cada simpatizante da "revolução" deve se transformar em um "divulgador" dos mesmos.

Além disso, declarou que "desde 2003" vem insistindo no "tema do socialismo", a "bandeira central" da "campanha presidencial de 2006", e que "mais de 60% (dos venezuelanos) votaram pelo projeto socialista" ao reelegê-lo.

"O Plano Socialista da Nação 2007-2013 é lei da República, aprovada por esta soberana Assembléia Nacional, e está sendo aplicado", afirmou Chávez.

O chefe de Estado reiterou que "todas as conquistas" alcançadas por seu Governo, tantas que levaria "dois dias" para enumerá-las, se perderiam se a "contra-revolução" retornasse ao poder.

"Enquanto eu for presidente haverá mais poder para o povo" e "justiça social", declarou Chávez. EFE gf/sc

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