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Chávez diz a Zelaya por telefone que ele realizou ato heróico

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, conversou por telefone com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que chegou à capital hondurenha Tegucigalpa e se refugiou na embaixada brasileira três meses após o golpe de Estado que o retirou do poder quando tentava alterar a Constituição. Falando a repórteres em Nova York, o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou que Zelaya se refugiou na embaixada brasileira na capital hondurenha com sua esposa. Ele também disse ter conversado diretamente com Zelaya por telefone.

Reuters |

Durante um evento educacional transmitido ao vivo pela televisão estatal da Venezuela, Chávez atendeu de surpresa a uma chamada e disse que estava conversando com Zelaya. O presidente venezuelano animou seu aliado a continuar a batalha para retornar à presidência antes das eleições previstas para o fim de novembro.

"Oi! Sim, é o Hugo, um abraço. Tudo bem, Zelaya?", disse o líder socialista. No entanto, pela televisão não foi possível escutar Zelaya do outro lado da linha.

Chávez garantiu que participará nesta semana da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em meio à crescente tensão de seu governo com os EUA por diferenças sobre o golpe de Honduras, um acordo de cooperação militar com a Colômbia e o combate ao narcotráfico.

"Estaremos lá (na ONU), levantando a voz por Honduras, pelo presidente, pelo povo de Honduras", disse Chávez.

No entanto, o presidente de facto hondurenho, Roberto Micheletti, que assumiu após o golpe que derrubou Zelaya, garantiu que as informações sobre o suposto retorno de Zelaya são falsas e tem como objetivo causar instabilidade no empobrecido país na América Central.

Segundo Chávez, seu aliado Zelaya teria viajado durante dois dias "por terra, cruzando montanhas, rios, arriscando sua vida" para conseguir chegar a Tegucigalpa.

"Todos somos soldados seus Mel (Zelaya), e agora devemos fazer o que é devido neste momento. Parabéns, você realizou um ato heróico que ficará na história de Honduras e da América Latina, pela dignidade de seu povo", concluiu Chávez ao se despedir de Zelaya por telefone.

(Por Enrique Andrés Pretel)

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