CARACAS - Grupos opositores e governistas venezuelanos se concentraram, nesta sexta-feira, em duas regiões de Caracas para expressar tanto sua rejeição, quanto seu apoio ao presidente Hugo Chávez e à sua revolução bolivariana.

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Opositor segura cartaz escrito "Chávez, go home!"
(Chávez, vá embora, em tradução livre)

Centenas de opositores fizeram manifestações pacíficas em frente ao Parque del Este, em Caracas, sob o lema "Não mais Chávez", como parte de uma série de protestos internacionais contra o líder venezuelano, divulgada através das redes sociais virtuais Facebook e Twitter.

Uma das dezenas de cartazes levados pelos manifestantes anti-Chávez dizia "Chávez go home (Cuba)" (Chávez, volte para casa (Cuba)). Além disso, eles exibiram bandeiras venezuelanas durante as mais de três horas de protesto.

A campanha "Não mais Chávez" foi realizada, nesta sexta, em vários países do mundo, em repúdio aos "insultos" do governante venezuelano contra a Colômbia e outros países da região, segundo o promotor da iniciativa, o colombiano Juan David Lacouture.

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Partidários de Chávez levantam bandeira que diz "único líder" em dia
de manifestações contra e a favor do presidente venezuelano

Já os partidários do governo "chavista" se reuniram durante a manhã na Praça Bolívar, também em Caracas, em uma manifestação com a qual deram início à campanha mundial "Em Pé de Paz", realizada em 50 países, segundo seus organizadores.

A campanha governista, que se estenderá até dezembro, é uma resposta "de paz e de justiça" à suposta "incitação ao ódio" dos opositores ao governante venezuelano, através de sua campanha de protestos.

Freddy Bernal, ex-prefeito do município Libertador de Caracas e diretor do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) disse, nesta sexta, que a "grande concentração" na Praça Bolívar "demonstra que o povo não está disposto a se curvar diante do império, porque luta para defender esta revolução e seu líder máximo: Chávez".


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