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Chávez disse a chefe da Inteligência para conter caso da mala

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, pediu ao chefe de inteligência desse país para resolver o escândalo no qual seu governo se viu mergulhado pelo envio, à Argentina, de uma maleta com 800.000 dólares, que seriam usados na campanha presidencial de 2007, disse o advogado contratado pela Venezuela.

AFP |

"O presidente Chávez já não confiava em Rafael Ramírez (ministro da Energia e presidente da estatal petroleira PDVSA) e encarregou o general Henry Rangel Silva de se ocupar do assunto", relatou o advogado Moisés Maiónica, contratado pela Direção de inteligência da Venezuela para evitar que o escândalo afetasse o governo.

O advogado, que foi detido em Miami junto com outros dois venezuelanos e um uruguaio, acusados pelos Estados Unidos de agirem como agentes da Venezuela, continuou nesta quarta a declaração que havia iniciado no dia anterior.

"O que o general Henry Rangel Silva (chefe da Disip, órgão venezuelano de inteligência) e o governo da Venezuela queriam era evitar que fosse de conhecimento público que o dinheiro era para a campanha de Cristina Kirchner (atual presidente argentina)", contou o advogado Maiónica, referindo-se a afirmações feitas pelo próprio chefe da Disip.

"Rangel Silva lhe disse de quem era o dinheiro?", perguntou o promotor americano Thomas Mulvihill.

"Sim, ele me disse que era da PDVSA", respondeu Maiónica.

"Rangel Silva mencionou o destino do dinheiro?", voltou a questionar Mulvihill.

"Sim, ele me disse que era para a campanha de Cristina Kirchner", completou o advogado venezuelano.

Segundo Maiónica, Rangel Silva lhe contou ter-se reunido com Chávez e com o ministro de Energia Ramírez para discutir uma estratégia para evitar o escândalo e que, depois desse encontro, o presidente lhe determinou que resolvesse o assunto.

"O diretor da Disip ficou encarregado de resolver o tema e Ramírez devia lhe dar todo o apoio para isso", completou.

Ainda de acordo com o advogado, em seu depoimento na corte federal de Miami, Rangel Silva afirmou que "tudo foi um erro de logística, foi um erro de Rafael Ramírez, de Claudio Uberti (encarregado comercial na embaixada argentina em Caracas) e de Diego Uzcategui (então vice-presidente da filial da PDVSA na Argentina)".

jco/tt

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