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Chávez destaca compromisso de militares com processo revolucionário

Caracas, 24 jun (EFE) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, destacou hoje o compromisso da Força Armada Nacional (FAN) com o processo revolucionário que lidera desde 1999, ao reiterar a denúncia de supostos planos opositores para instigar as tropas do país. Chávez afirmou ainda que o império americano se declarou adversário número um da revolução, que, segundo ele, é pacífica, mas está armada, e se defenderá perante um eventual ataque. Ameaçam-nos (EUA) com a Quarta Frota. Não temos medo, esta pátria é livre, a Venezuela é livre e mais nunca será colônia nem gringa nem de ninguém, destacou o chefe de Estado no marco de um desfile militar no estado de Carabobo (centro).

EFE |

Os Estados Unidos anunciaram que reativarão, a partir de 1º de julho e após 58 anos, a Quarta Frota, que ficará encarregada de vigiar as águas na América Latina e no Caribe.

Sobre os supostos movimentos opositores para alterar as fileiras militar, Chávez disse que "o inimigo anda buscando que um general se alce em um quartel".

"O inimigo se engana, na FAN o povo tem uma sólida coluna patriota, revolucionária, socialista, comprometida com um caminho (...), o socialismo", acrescentou.

Ele revelou que sabe o que ocorre nas fileiras militares e que está a par de "ligações telefônicas" feitas por algumas pessoas, as quais não identificou e que tentariam alimentar uma revolta militar contra a "revolução bolivariana".

Durante o discurso de encerramento do tradicional desfile militar comemorativo da Batalha de Carabobo e do Dia do Exército, Chávez expressou a certeza de que não se repetirá o levante militar de 11 de abril de 2002, que o tirou de poder durante 48 horas em meio a uma grave situação de conflito social.

Chávez reiterou que os setores políticos tradicionais, opositores da Administração venezuelana, "não voltarão a governar a Venezuela".

Ao abrir o desfile militar, o chefe de Estado exaltou os valores "libertários" e "revolucionários" da luta do mártir Simón Bolívar, que, em sua opinião, foram retomados pelo Governo o qual lidera para tornar verdadeiramente livre a Venezuela.

"A primeira parte de nossa independência selou-se aqui (no Campo de Carabobo), hoje o Exército retomou as bandeiras de Bolívar, as bandeiras da revolução", acrescentou Chávez no ato, transmitido em cadeia obrigatória de rádio e televisão.

O desfile durou quase cinco horas ao grito de "pátria, socialismo ou morte, venceremos" dos "12.500" membros "socialistas e antiimperialistas" da FAN e da Reserva que participaram, segundo dados oficiais. EFE gf/db

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