Chávez destaca estratégia militar dos EUA em acordo com Colômbia

Bariloche (Argentina), 28 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou hoje que não há dúvida alguma de que o acordo com a Colômbia faz mais parte da estratégia militar global dos Estados Unidos do que dos planos deste país para combater o narcotráfico.

EFE |

Ao falar hoje na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que acontece na cidade argentina de Bariloche, Chávez disse que "seria interessante conhecer" os detalhes do acordo militar que permitirá aos EUA usar bases na Colômbia.

O governante também apoiou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que há poucos dias pediu uma reunião para que Obama "dê explicações" e a região possa "ter mais clareza do que se trata tudo isto".

Em tom moderado, Chávez leu partes de um documento que atribuiu ao "Comando de Mobilidade Aérea e Estratégia Global de Bases de Apoio" dos EUA, que prevê o uso da base colombiana de Palanquero e de uma outra em Aruba, "que fica colada" na Venezuela, disse.

"É de se presumir que os militares respondem ao Governo (de Obama), mas às vezes alguém pode ter dúvidas sobre a subordinação dos militares a Washington", comentou.

Nesse sentido, disse que, depois de ser "sequestrado sob a mira de uma pistola" e "colocado num avião", o presidente derrubado de Honduras, Manuel Zelaya, foi levado "primeiro" para a base americana de Palmerola, em território hondurenho, antes de ser levado para a Costa Rica.

Chávez disse que o documento que apresentou demonstra a estratégia militar dos EUA tanto para a América do Sul como para África.

Sobre a América do Sul, o governante afirmou que o acordo com a Colômbia permitirá que aviões de transporte dos EUA tenham autonomia para de voo sobre metade do território sul-americano.

"Os aviões americanos C-17 podem carregar 200 paraquedistas", ressaltou.

"São todos muito inteligentes e saberão que aqui estamos falando de guerra", comentou o venezuelano.

Portanto, ressaltou, "seria importante que Obama nos respondesse a alguma destas coisas, que nos esclarecesse". EFE alm/sc

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