Chávez denuncia suposto plano de ataque contra rival na Venezuela

Capriles classificou o 'alerta' de irresponsável: 'Um presidente não deveria oferecer proteção a um venezuelano, mas garanti-la a todos'

iG São Paulo |

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou na segunda-feira que policiais do Estado detectaram um suposto plano contra o candidato da oposição , Henrique Capriles , e disse que a equipe de segurança do jovem político foi alertada.

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"O diretor do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) se reuniu com uma equipe do governador de Miranda, porque há a informação de que querem atentar contra ele e não é o governo, para nada, pelo contrário", disse por telefone ao canal oficial VTV.

Depois de ser escolhido como candidato único da oposição em primárias que contaram com 3 milhões de participantes (ou 17% dos eleitores do país), o governador de Miranda, de 39 anos, deu início à campanha para as eleições presidenciais de 7 de outubro, em que Chávez tenta mais uma reeleição, fazendo viagens pelas regiões mais remotas do país em busca dos votos conquistados pelo chavismo.

As viagens não ficaram isentas de incidentes de violência, polêmicas e até mesmo tumultos e uma briga em que o filho do candidato de oposição à prefeitura de Caracas foi ferido a bala. "Como Estado,  estamos obrigados a citar essa situação e dar proteção a qualquer venezuelano, sobretudo nesse contexto", acrescentou Chávez.

"É uma informação que levamos a sério por causa das fontes e já passamos isso à equipe de segurança do candidato burguês. Tudo isso para alertar o país de que o governo é o maior fiador da paz e da segurança. Estamos todos os dias em luta contra qualquer fenômeno, fato ou ameaça", disse Chávez.

O rico Estado de Miranda, governado por Capriles, abriga parte de Caracas e é o segundo mais populoso do país. Em sua conta no Twitter, o líder da oposição afirmou que "a declaração do candidato do PSUV (partido de Chávez) beira o irresponsável, como é seu governo, com a insegurança que vive nosso povo!"

"Um presidente não deveria 'oferecer' proteção a um venezuelano: deveria garanti-la a todos os venezuelanos, o que é algo muito diferente", completou o candidato, que entre seus temas de campanha destaca a luta contra a violência na Venezuela, um dos países mais inseguros da América Latina.

Chávez, 57 anos, no poder desde 1999, enfrenta seu segundo tratamento contra o câncer , após retirar um tumor em Cuba, no dia 26 de fevereiro.

Os venezuelanos se preparam para o que parecem ser as eleições mais disputadas enfrentadas por Chávez em seus 13 anos à frente do país sul-americano, com uma oposição fortalecida e a saúde do presidente em questão.

*Com Reuters e AFP

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