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Chávez denuncia contra-ofensiva dos EUA e lamenta tensão com a Colômbia

Buenos Aires, 27 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou que o império americano iniciou uma contra-ofensiva perante os avanços progressistas e democráticos no continente em mensagem para seus colegas da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

EFE |

Em artigo no jornal argentino "Página/12" se mostrou "profundamente preocupado pela tensão com a Colômbia frente à instalação de pelo menos sete bases militares" americanas no país.

O texto, que leva como título "Carta aos presidentes da Unasul", foi publicado um dia antes da cúpula da Unasul na cidade argentina de Bariloche, cujo tema principal de debate será o novo acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos.

"O império americano iniciou um contra-ofensiva anti-histórica e retrógrada com o propósito de reverter a união, a soberania e a democracia em nosso continente e impor a restauração da dominação imperial em todos os âmbitos da vida de nossas sociedades", advertiu Chávez.

Segundo o governante venezuelano, "esta contra-ofensiva teve início dia 28 de junho, com o perverso golpe de Estado cometido na irmã pátria hondurenha", que tirou do poder o presidente Manuel Zelaya.

"Do meu Governo estamos real e profundamente preocupados pela situação de tensão com a irmã república da Colômbia frente à instalação de, pelo menos, sete bases militares nesse querido e irmão território sul-americano", acrescentou.

Considerou que "este fato é parte de um plano político e militar orquestrado para acabar com o projeto da Unasul, além de ser a maior ameaça neste momento histórico para as infinitas riquezas" que jazem no continente.

"Seria um erro grave pensar que a ameaça é só para a Venezuela; vai dirigida a todos os países do sul do continente, sentença o companheiro Fidel (Castro) em suas reflexões", assinalou Chávez em alusão ao líder cubano.

"O povo da Colômbia tem direito à paz" e "não pode querer uma elite servil, cujo negócio é a guerra no irmão país, expandir e impor seu conflito armado com a pretensão de estigmatizar e desestabilizar os movimentos progressistas e revolucionários que de maneira legítima, democrática e pacífica avançamos com os sonhos e bandeiras dos libertadores", sustentou.

"Chegou a hora da América do Sul, a hora de Unasul, confiamos na capacidade política de nossa nascente união para enfrentar na atualidade esta ameaça, que compromete o porvir de nossas repúblicas, o porvir de nossos povos e o porvir de toda a humanidade", sentenciou o presidente da Venezuela.

Nas últimas horas Chávez também disse desde Caracas que será "difícil e complicada" a cúpula da Unasul da próxima sexta-feira na Argentina, que estará centrada "só" no acordo militar da Colômbia e Estados Unidos.

Os presidentes dos doze países da Unasul se reunirão em Bariloche (cidade situada a 1.650 quilômetros ao sul de Buenos Aires) para tentar limar as divergências e conseguir do líder colombiano, Álvaro Uribe, garantias sobre seu acordo com Washington. EFE hd/fk

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