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Chávez denuncia estratégia para esfriar golpe em Honduras

Caracas, 5 ago (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que o que tem que ocorrer em Honduras é que os militares devolvam o poder ao governante deposto Manuel Zelaya e advertiu que a estratégia de esfriar o assunto não convence o povo hondurenho.

EFE |

"Em Honduras, interiormente, isso não esfriou e aí está um povo na rua, e mortos, infelizmente, feridos, detidos, fechamento de meio de comunicação, um golpe brutal", afirmou a correspondentes estrangeiros em Caracas em uma conversa posterior a uma entrevista coletiva exibida na televisão.

O governante venezuelano, após reiterar que não reconhecerá "Governo algum" que surja de eleições convocadas pelos responsáveis pela deposição de Zelaya, em junho, pediu à Organização dos Estados Americanos (OEA) que adote "a mesma postura" e o mesmo exigiu de "todos os países do mundo".

"Estamos em uma situação de fato: forças militares lamentáveis e totalmente subordinadas à burguesia e ao império", afirmou.

Mas "acho que daí sairão, das fileiras militares de Honduras, os verdadeiros soldados de (o mártir desse país) Morazán que dirão à burguesia: não, (primeiro) o povo, a lei, a Constituição", ressaltou o chefe de Estado venezuelano.

"Acho que pouco a pouco, e infelizmente é o que o império e os golpistas de Honduras querem: que o tema vá se apagando", disse, e reiterou sua opinião de que para isso contribuiu a mediação do líder da Costa Rica, Oscar Árias, com o apoio, entre outros, da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Perguntado sobre se o futuro de Zelaya já está selado, Chávez respondeu: "Ele mesmo me disse, em uma das várias reuniões que tivemos: o mais importante para ele, disse, não é retornar (ao poder); o mais importante é que Honduras siga um caminho em direção ao que o povo quer: sua transformação política e social". EFE ar/db

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