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Chávez defende rearmamento perante agressivos planos dos EUA

Moscou, 22 jul (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, defendeu hoje o rearmamento do Exército venezuelano como resposta ao que chamou de agressivos planos dos Estados Unidos e reafirmou sua intenção de continuar a cooperação militar com a Rússia.

EFE |

"Estamos em processo de rearmamento das Forças Armadas. Já fechamos a entrega dos (caças russos) Su-30", disse Chávez em coletiva de imprensa, segundo a agência russa "Interfax".

Chávez acrescentou que a Venezuela também "trabalha na integração de seu sistema antiaéreo, que garantirá a segurança a curto, médio e longo alcance", processo no qual conta com Rússia e Belarus.

Anteriormente a agência "Interfax" havia informado, erroneamente, que Chávez anunciou planos de compra de moderno armamento russo no valor de US$ 30 bilhões nos próximos quatro anos.

"Não sei de onde saiu o dito número: US$ 30 bilhões em quatros anos. Há diferentes números, já que é um processo dinâmico", replicou o presidente venezuelano, segundo a agência "RIA Novosti".

Apesar disso, Chávez mostrou-se disposto a adquirir mais armamento russo nos próximos anos perante os "agressivos planos" dos EUA, a quem acusou de "abrigar planos de invasão da Venezuela".

O líder venezuelano ainda assegurou que as tropas russas seriam bem-vindas, caso a Rússia queira instalar uma base militar em solo venezuelano.

"A Rússia tem suficiente potencial para garantir sua presença em diferentes partes do mundo. Se as Forças Armadas russas querem estar na Venezuela, serão recebidas calorosamente", disse.

Chávez afirmou hoje, em sua chegada a Moscou, que a compra de armas russas servirá para garantir "a soberania da Venezuela, que é ameaçada pelos Estados Unidos".

Segundo o jornal digital "Gazeta.ru", o líder venezuelano abordou durante sua visita "uma série de importantes contratos de provisões de armas", que meios oficiais não confirmaram.

De acordo com a fonte, Caracas negocia a compra de 20 sistemas antiaéreos Tor-M1, os mesmos que o Irã adquiriu no final de 2005; três submarinos diesel-elétricos do tipo Varshavianka e outros seis da classe Amur; dez navios de superfície de distinta classe; 20 aviões patrulha Il-114 e dez helicópteros Mi-28N.

A exportadora estatal russa de armamento Rosoboronexport anunciou na segunda-feira que durante a visita de Chávez seria assinado um acordo para a provisão de material bélico.

Antes de viajar, Chávez declarou que a Rússia tinha se mostrado disposta a ceder ao país sul-americano um crédito de até US$ 800 milhões para a compra de armas.

A Rússia sempre defendeu a venda de armamento, tanto à Venezuela como ao Irã e à Síria, cujos regimes não agradam aos EUA, ressaltando que não alteram o equilíbrio estratégico nas respectivas regiões.

Nos últimos anos, a Venezuela transformou-se no principal cliente da indústria militar russa na América Latina, já que adquiriu 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30MK2, 50 helicópteros de diferentes tipos e 100 mil fuzis Kalashnikov AK-103.

Chávez, que se reuniu hoje pela primeira vez com o novo presidente russo, Dmitri Medvedev, viajará amanhã a Belarus, no que será a segunda escala de sua viagem européia, que ainda inclui Portugal e Espanha. EFE io/ab/rr

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