Chávez defende criação de fundo de reservas para América Latina

Venezuelano fez a sugestão a chefes de Estado presentes na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac)

iG São Paulo |

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sugeriu aos chefes de Estado e de governo presentes na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Caracas, a criação de um fundo estratégico de reservas para a região. Segundo ele, os recursos do fundo serão depositados em bancos para aplicação em investimentos comuns.

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EFE
Chefes de Estado e governo membros da Celac posam para foto em Caracas, Venezuela


Chávez disse ainda que as reservas internacionais dos países da América do Sul e do Caribe superam US$ 700 bilhões e que a proposta de um fundo regional de reservas seria para atender às necessidades regionais.

Para o presidente venezuelano, a prioridade de todos os líderes latino-americanos e caribenhos é o combate à pobreza. Chávez destacou ainda que a Venezuela iniciou o processo de repatriação das suas reservas em ouro – depositadas em bancos europeus. Segundo ele, o objetivo é garantir a soberania econômica do país.

Parceria comum

Os chefes de Estado e de governo da região latino-americana defenderam na reunião a ampliação de esforços para a parceria comum baseada na solidariedade e no desenvolvimento regional. A presidenta Dilma Rousseff ressaltou que a prosperidade da região está associada às ações conjuntas.

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A cúpula será concluída hoje (3). O presidente venezuelano, Hugo Chávez, destacou que o momento político e econômico latino-americano e caribenho colabora com a Celac. "Agora, é verdade que é o dia da unidade. Temos razões para acreditar e dizer que agora chegou o grande dia da nossa América", disse. “É tempo para a América Latina e o Caribe construírem um espaço geopolítico, como era o projeto de Bolívar (Simón Bolívar que defendia a unidade da região) . É agora ou nunca", completou Chávez.

O presidente do Equador, Rafael Correa, alertou que há setores da sociedade que torcem para que a América Latina e o Caribe não prosperem. Para ele, a midia equatoriana favorece esse comportamento. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ressaltou que a consolidação da Celac marca uma nova etapa da região.
"Se jogarmos bem as cartas, realmente vamos fazer uma grande diferença no cenário mundial. Nesse sentido temos de promover e impulsionar a integração física", disse Santos, referindo-se às parcerias para as obras de construção de estradas, pontes e investimentos nas áreas fronteiriças.

O presidente de Cuba, Raúl Castro, destacou que a consolidação do bloco é a conquista da liberdade e de mais de dois séculos de esforços. O primeiro-ministro de San Cristobal e Névis, Denzil Douglas, disse que comunidade abre um novo capítulo que levará à "unidade, a acordos políticos, ao desenvolvimento e à integração".

O presidente da República Dominicana, Leonel Fernandez, acrescentou que com a nova arquitetura financeira do Caribe da América do Sul é “necessário enfrentar golpes de Estado” e buscar a união de forças.

Punição para golpes de Estado

Na sexta-feira, os países-membro da Celac ratificam a incorporação de uma cláusula que pune o país em que o governo for derrubado por um golpe de Estado.

No documento, ao qual a BBC Brasil teve acesso, os países preveem a expulsão imediata do país que sofrer qualquer ruptura em sua institucionalidade democrática, até que a normalidade constitucional seja novamente restabelecida.

Aos moldes da carta democrática da Organização de Estados Americanos (OEA), a cláusula é menos robusta que a declaração democrática da Unasul, que prevê sanções econômicas ou bloqueio comercial aos países cujos governos sejam provenientes de golpes de Estado.

A presidenta Dilma Rousseff participou neste sábado do encerramento da Celac. A previsão é que Dilma retorne a Brasília à tarde chegando ao Brasil por volta das 21h.

Com Agência Brasil e BBC

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