Caracas, 8 ago (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje a criação de duas novas corporações estatais, uma para o processamento do ferro e outra para o alumínio, dentro do impulso do sistema socialista de produção.

"Anunciamos a criação da Corporação do Ferro e do Aço, e da Corporação Socialista do Alumínio", ambas adscritas ao Ministério de Indústrias Básicas e Mineração, afirmou o presidente, sem mais detalhes, em um ato com trabalhadores siderúrgicos no sul do país.

O líder manteve um encontro com os trabalhadores na sede das empresas produtoras das quatro companhias nacionalizadas por seu Governo.

Chávez ressaltou que, até agora, essas atividades, junto a outras relacionadas à mineração, estiveram reunidas na Corporação Venezuelana de Guiana (CVG), à qual estão adscritas 13 empresas básicas, mas não se referiu ao destino da mesma.

O presidente só falou que as empresas da CVG "foram tomadas" no passado pelo estamento "burguês corrupto, que as quebraram e depois começaram a presenteá-las", em referência ao processo de privatização de parte dessas empresas há duas décadas.

O Governo venezuelano estrutura um plano de investimentos para resgatar as empresas básicas do país, que nacionalizou durante os últimos dois anos, e que enfrentam graves problemas financeiros, devido ao "déficit crônico" de caixa que registram, segundo reconheceu, em julho, o ministro de Indústrias Básicas, Rodolfo Sanz.

Argumentou então que, por exemplo, o "problema estrutural" do setor alumínio "foi agravado com o aumento dos custos de produção", que avaliou em "US$ 3,7 mil por tonelada", enquanto o produto é vendido "a menos de US$ 1,6 mil a tonelada".

Por sua parte, dirigentes sindicais denunciaram que o Governo supostamente se mostra passivo diante do desmoronamento desse setor industrial venezuelano, onde o grau de deterioração seria tamanho que poderia entrar em colapso em poucas semanas, se não houver uma intervenção decidida pelo Executivo. EFE gf/an

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