CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, deu no domingo as boas-vindas a eventuais navios e aviões russos que queiram parar em seu país, reforçando o apoio que dera na semana passada a Moscou por reconhecer a independência de duas regiões rebeldes da Geórgia. Chávez declarou também que a Rússia, país que ajudou a reequipar as Forças Armadas venezuelanas, é uma aliada estratégica, além de ser importante produtora e exportadora de petróleo.

'Se os russos vêm pelo Caribe ou pelo Atlântico com uma frota e nos pedirem para parar na Venezuela, uma visita, bem-vindos, bem-vindos, não temos nenhum problema..., e a sério, parece que vão vir', disse Chávez em seu programa dominical de rádio e TV, gravado em Barinas, seu Estado natal.

'Se aviões de longo alcance russos, que dão a volta ao mundo, precisam aterrissar em alguma pista venezuelana para se equipar, bem-vindo, compadre, não temos problemas também', afirmou.

Nos últimos meses, Chávez critica os EUA por terem recriado a Quarta Frota, com atuação no Atlântico Sul. Brasil e Argentina também expressaram preocupação com a medida.

Na sexta-feira, Chávez manifestou apoio ao Kremlin por ter reconhecido a independência da Ossétia do Sul e Abkházia, depois de uma breve guerra contra a Geórgia. Até agora, só Belarus, país muito ligado a Moscou, havia dado respaldo à decisão russa.

'O mundo deveria respeitar não só a Rússia, mas todos os países do mundo. O agressor é os Estados Unidos (aliado da Geórgia no conflito), não a Rússia', reiterou.

Depois de comprar mísseis, tanques e submarinos a diesel da Rússia, Chávez agora espera adquirir aviões militares e de treinamento da China.

Sem entrar em detalhes, Chávez disse que a Rússia deve enviar ainda um sistema integral de defesa antiaérea.

(Por Deisy Buitrago)

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