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Chávez critica EUA por reconhecer governo ilegítimo hondurenho

CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, criticou nesta quinta-feira os Estados Unidos e outros países que reconheceram o presidente ilegítimo de Honduras, meses depois de que seu aliado Manuel Zelaya foi deposto por um golpe de Estado condenado pela comunidade internacional. Estados Unidos, Colômbia, Panamá, Peru, Israel, Guatemala, Costa Rica e Taiwan estão entre as nações que aceitaram a mudança de comando no empobrecido país da América Central após as eleições, apesar de a Organização dos Estados Americanos (OEA) ter advertido que não reconheceria o pleito convocado pelo governo de facto.

Reuters |

Vários destes governos denunciaram à OEA a decisão do governo venezuelano de cancelar o sinal do canal a cabo opositor RCTV, que já foi tirado do ar em 2007.

"Estados Unidos, Colômbia, Peru, Panamá e Canadá denunciaram na OEA o governo da Venezuela pela suspensão de vários canais, dizem eles, a ditadura na Venezuela. Mas ontem esses mesmos países estavam aplaudindo a posse de um presidente ilegítimo de Honduras", disse Chávez.

O Canadá, porém, não reconheceu formalmente Porfirio Lobo como novo líder hondurenho.

O mandatário venezuelano, forte crítico de Washington, utilizou o golpe hondurenho para criticar o presidente Barack Obama, quem acusa de seguir a mesma linha "imperialista" na América Latina que seus antecessores.

A derrota de Zelaya em sua luta para voltar ao poder foi um duro revés à política internacional de Chávez, que havia garantido que o bloco de países esquerdistas que lidera defenderia seu aliado.

(Reportagem de Enrique Andrés Pretel)

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