Chávez critica cúpula restrita sobre crise financeira nos EUA

Caracas, 22 out (EFE) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, lamentou hoje que a cúpula financeira internacional de 15 de novembro nos Estados Unidos (Washington) aconteça no marco do Grupo dos Vinte (G20, dos países emergentes), apesar de haver outras nações que estão entrando em quebra. Chávez atribuiu a convocação ao presidente francês, Nicolas Sarkozy, e lembrou que, recentemente, quando os dois se reuniram em Paris, recomendou que fosse feita uma reunião, sim, mas não só dos chamados grandes do mundo. Que vamos a uma assembléia de Governos para sermos ouvidos, ouvidos com paciência e com respeito e que ninguém vá mandar o outro se calar, disse Chávez, que endereçou o pedido a Sarkozy. Parece que eles continuam fechados em seu mundo e vão convocar à cúpula de Washington o Grupo dos Oito (Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Rússia) e parece que também querem convidar Brasil, China, Índia, México e África do Sul, acrescentou. A crise financeira segue galopando (...

EFE |

); bate em todo o mundo e neste momento há países que estão entrando em quebra, infelizmente.

São países colocados em uma dependência tal que (...) dependem de auxílios dados pelo sistema capitalista, muitas vezes uma verdadeira miséria, mas isso agora se acabou", disse.

Após destacar que o Governo venezuelano conseguiu "desenganchar" a Venezuela "do sistema capitalista mundial" e começar a "construir uma sólida economia nacional, um modelo próprio", o chefe de Estado acrescentou que "há um pânico financeiro no mundo" do qual seu país é alheio.

A cúpula de 15 de novembro foi estabelecida no fim de semana passado em um encontro em Camp David (EUA) entre o presidente americano, George W. Bush; o presidente francês e o da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso.

A Casa Branca convocou a Washington os líderes de Rússia, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, os da União Européia (UE) e os de países emergentes.

Entre estes últimos figuram os governantes de Argentina, Austrália, Brasil, Coréia do Sul, China, Índia, Indonésia, México, Arábia Saudita, África do Sul e Turquia. EFE ar/db

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