Caracas, 3 jun (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, qualificou hoje como um grande triunfo a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) por aclamação da resolução que revoga a suspensão imposta em 1962 a Cuba.

"Foi um grande triunfo, sem dúvida (...), mas não é suficiente, é só o ponto de início de uma nova era, porque a OEA está ali com seus mecanismos intactos, o imperialismo intacto", disse Chávez.

"É necessário formar uma organização de países latino-americanos e caribenhos", disse o presidente venezuelano, em declarações à televisão estatal "VTV".

Chávez disse que a "diplomacia bolivariana" alcançou um "grande triunfo" na OEA, "embora" a aprovada "não é a resolução original" proposta.

"Mas se impôs (o princípio de) que Cuba não fosse condicionada a nada", como pediam os Estados Unidos, que "pedia" que a ilha se "comprometesse a cumprir as normas da OEA".

"Cuba não está solicitando se reintegrar à OEA, o grande mérito de Cuba é ter resistido ao imperialismo", argumentou o presidente, promotor do chamado "socialismo do século XX".

Chávez, que revelou que conversou "esta manhã quatro vezes diretamente com (o líder cubano) Fidel" Castro, ressaltou o papel da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) na concretização da decisão sobre Cuba tomada hoje pela OEA.

O assunto de Cuba e a expulsão da OEA foi impulsionado pela Alba, que o levou à recente Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, e a resolução aprovada por "aclamação" que permite a reintegração da ilha ao organismo "foi pactuada a partir da Alba com o apoio do Brasil, do Caricom", afirmou.

"A Alba sai fortalecida" após esta "dura, intensa jornada de debate e de negociação", na qual se mostrou que "não somos mais aqueles países arrastados pelo império".

"Não, aqui há dignidade", disse o presidente venezuelano, em declarações ao programa de opinião "Dando e Dando" da televisão estatal. EFE gf/an

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