Chávez condena golpe no Níger e defende o destituído Tandja

Caracas, 19 fev (EFE).- O Governo venezuelano do presidente Hugo Chávez condenou hoje o golpe de Estado perpetrado ontem no Níger e pediu à comunidade internacional que defenda o respeito à integridade física do presidente destituído, Mamadou Tandja.

EFE |

"A eleição democrática de Tandja em 1999 e sua reeleição em 2004 tinha encerrado um fim a três décadas de ditaduras militares e golpes de Estado por isso que este golpe militar coloca o país novamente a um caminho incerto, em um momento em que estava próxima a conciliação entre o Governo Legítimo e o de oposição," afirma o Governo em comunicado.

Por isso, a Venezuela "exorta à comunidade internacional, incluindo o Movimento de Países Não-Alinhados e os países-membros do Fórum de Cooperação América do Sul-África (ASA), a rejeitar o golpe de Estado no Níger" e "respaldar o chamado das Nações Unidas à reinstalação da ordem constitucional e as autoridades legitimas nessa nação de África Ocidental".

Níger vivia há vários meses em um clima de grande instabilidade política após a decisão de Tandja de ampliar seu mandato presidencial além dos dois períodos de cinco anos estabelecidos pela Constituição do país.

O presidente dissolveu o Parlamento, que se opôs às suas intenções, e destituiu os membros da Corte Constitucional, que declararam ilegal a reforma da Carta Magna.

Em agosto, o governante derrubado convocou um plebiscito para aprovar a modificação constitucional, que ganhou por grande maioria entre acusações de fraude e de golpe de Estado encoberto por parte dos partidos de oposição.

O denominado "Conselho Supremo para a Restauração da Democracia" (CSRD), integrado por um grupo de oficiais que lideraram o assalto ao Palácio Presidencial, decretou o toque de recolher, a dissolução das instituições do Estado e o fechamento das fronteiras aéreas e terrestres do país.

O presidente derrubado permanece retido junto a vários membros do Governo em um quartel nos arredores da capital.

Segundo um comunicado dos golpistas, a junta militar que tomou o governo no país nomeou presidente do CSRD o comandante Salou Djibo, responsável por uma das principais divisões de Niamey.

As rajadas de metralhadora e disparos de armamento pesado se sucederam durante quase três horas em torno do Palácio Presidencial, embora não haja divulgação ainda de um número oficial de vítimas.

EFE ar/dm

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