frutífera - Mundo - iG" /

Chávez conclui visita ao Irã que qualificou de frutífera

(Acrescenta novos detalhes). Teerã, 6 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, conclui hoje uma nova visita oficial ao Irã, que qualificou de frutífera, após assinar uma série de acordos de cooperação financeira, comercial e industrial e renovar sua aliança antiimperialista com o país, considerado um aliado estratégico.

EFE |

Em um longo segundo dia de reuniões, Chávez foi recebido em audiência privada pelo líder supremo da Revolução iraniana, o aiatolá Ali Khamenei, que fez um pedido para que a Venezuela lidere, junto com o Irã, a nova "frente independente" estabelecida.

Khamenei afirmou que as progressivas derrotas sofridas pelos Estados Unidos em diversas partes do planeta demonstram que o mundo está passando por uma inegável mudança.

"Irã e Venezuela devem elevar seu atual nível de cooperação e se esforçar ao máximo para fomentar a nova frente independente", afirmou Khamenei, citado pela agência oficial de notícias "Irna".

Neste sentido, o líder supremo iraniano deu como exemplo a mudança experimentada pela América Latina e disse que a região já foi chamada de "quintal dos Estados Unidos" e que agora é testemunha do crescimento de um novo poder.

"As vitórias e os sucessos das frentes de resistência se devem tanto aos esforços do povos, quanto à grandeza de Deus", afirmou Khamenei, que ressaltou que os fracassos americanos são maiores, se comparados com os iranianos.

Sobre as relações com a Venezuela, o líder supremo iraniano ressaltou que a cooperação política e a troca são vitais para aumentar o poderio.

Além disso, ressaltou que, para se fortalecerem, é preciso elevar o nível de colaboração bilateral em setores como o industrial, o econômico, o bancário e o de transportes.

Segundo a "Irna", durante o encontro, fechado à imprensa, Chávez expressou sua alegria por esta nova visita ao Irã e disse que as reuniões com o presidente Mahmoud Ahmadinejad, também presente na audiência, foram "muito frutíferas".

Horas depois, os dois presidentes foram para a cidade de Mashhad, a cerca de mil quilômetros ao leste de Teerã, onde Ahmadinejad tinha previsto presidir seu primeiro conselho de ministros.

Em Mashhad, cidade considerada santa pelos muçulmanos xiitas, Chávez e Ahmadinejad esboçaram uma série de acordos destinados a desenvolver as regras para dirigir as relações entre os dois países nos próximos dez anos, determinadas em abril.

No setor energético, os dois presidentes fecharam um acordo pelo qual a Venezuela se compromete a exportar 20 mil barris diários de gasolina ao Irã, a partir de outubro.

Em declarações divulgadas pela imprensa oficial iraniana, Chávez anunciou que o valor do acordo chega a US$ 800 milhões, embora não tenha especificado sua duração.

"Esta quantidade será depositada em um fundo estabelecido no Irã e servirá para financiar a compra de equipamentos e de tecnologia", acrescentou.

Além disso, os dois presidentes fecharam um acordo que autoriza o Irã a explorar um campo de petróleo na Venezuela e realizar projetos conjuntos na Faixa Petrolífera do Orinoco, em território venezuelano, a maior reserva de petróleo do mundo.

O valor do projeto é calculado em US$ 1,4 bilhão em investimentos, que será dividido em partes iguais, informaram fontes diplomáticas.

A visita de Chávez a Teerã, que começou no sábado, também evidenciou uma convergência política, em particular sobre o conflito que os dois países mantêm com os EUA.

O presidente venezuelano defendeu o direito do Irã de desenvolver energia nuclear com fins pacíficos e assegurou que não existem provas de que o regime iraniano esteja buscando a construção de uma bomba atômica, como denuncia Washington.

O Irã, por sua parte, voltou a reiterar sua rejeição à atuação de tropas americanas na América do Sul.

Sobre isso, Ahmadinejad disse que as políticas da Casa Branca na região estão condenadas ao fracasso.

"A América do Sul experimenta uma revolução política. As nações já não conseguem suportar o assédio e, se alguém pensa que pode mostrar suas convicções pela força, se equivoca", disse o líder iraniano, citado pela imprensa oficial.

Após sua visita ao Irã, Chávez viaja para o Turcomenistão, na Ásia Central, onde o presidente venezuelano abrirá negociações com o país pela primeira vez.

Chávez se reunirá na segunda-feira com o presidente do Turcomenistão, Kurbanguly Berdymukhamedov, com quem discutirá a possibilidade de desenvolver projetos bilaterais e de servir de ponte para acordos com países vizinhos.

O objetivo é abrir uma porta em uma região rica em gás e petróleo, informaram fontes da delegação venezuelana. EFE jm/pd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG