Chávez cobra ação do Estado contra a imprensa

Caracas, 28 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exigiu hoje que as autoridades de diferentes poderes do Estado, entre estas um dos ministros do Governo, ou renunciem ou atuem contra os veículos da imprensa que envenenam o país.

EFE |

Após frisar que o objetivo destes meios de comunicação é "incitar" um magnicídio, Chávez ordenou que o ministro de Habitação e Obras Públicas, Diosdado Cabello, e os chefes da Procuradoria, do Supremo Tribunal e do Conatel, órgão que regula a imprensa, "cumpram sua obrigação perante o povo, já que foram nomeados para isso".

Caso contrário, "renunciem, deixem os cargos e (sejam substituídos por) pessoas com coragem", afirmou o governante no programa de rádio e televisão "Alô, presidente!".

"Este problema é de todos, de toda a sociedade. Vou esperar que cumpram o que têm de cumprir", mas, "se não acontecer o que tem de acontecer, eu mesmo terei de atuar", acrescentou.

O chefe de Estado disse ainda que, no ano passado, devido a "ineficácias e vazios" ainda existentes, teve de atuar pessoalmente com sanções, em aparente alusão à demissão de 20 mil trabalhadores de uma empresa estatal.

Caso o Estado não atue contra a imprensa que "envenena o povo, declarou o governante, "seremos corresponsáveis, cúmplices e culpados de não exercer a autoridade".

Durante o programa, o presidente não citou o nome de nenhum veículo de comunicação, nem afirmou que espera o fechamento definitivo de algum deles .

No entanto, disse que o empresário Guillermo Zuloaga, presidente da rede de TV "Globovisión", "é um mafioso". EFE ar/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG