PEQUIM (Reuters) - As economias da China e da Venezuela, dominadas por grandes estatais, oferecem ao mundo um modelo saudável de crescimento, enquanto o sistema financeiro global desmorona, disse na quarta-feira o presidente venezuelano, Hugo Chávez. Vejam a crise que temos no mundo, e mesmo assim não estou preocupado pela Venezuela, disse Chávez antes de assinar tratados com a China.

"A China não tem mais do que nós a se preocupar. pode nos afetar, sem dúvida, mas não vai nos jogar no chão", afirmou.

O presidente disse que aliados na América do Sul e em outras regiões estão criando um novo sistema para substituir o modelo norte-americano, que põe as forças do mercado acima de governos, instituições e pessoas comuns, segundo ele.

"Agora temos de fazer com mais urgência e velocidade, por causa do colapso do capitalismo, do sistema financeiro ocidental", acrescentou Chávez, sem se inflamar. "Ainda temos tempo de salvar o mundo."

A visita de Chávez a Pequim é parte da sua estratégia de confrontar os EUA, maior comprador do petróleo venezuelano. Ao desembarcar nesta semana, o presidente venezuelano se declarou "maoísta".

A China comunista de hoje em dia abandonou há cerca de três décadas o planejamento central da economia, mas ainda controla as tarifas energéticas e setores estratégicos.

Seus líderes parecem mais cautelosos do que Chávez ao falar da crise. "A China vai adotar medidas de controle econômico de acordo com as circunstâncias para que se mantenha um crescimento econômico estável", disse o vice-primeiro-ministro Li Keqiang em um fórum bilateral.

"Faremos esforços para aumentar o dinamismo e o poder da economia, ao alavancar plenamente nosso enorme potencial de crescimento para sustentar um crescimento e rápido em longo prazo."

(Reportagem de Emma Graham-Harrison)

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