Chávez: bases na Colômbia fazem parte de plano global de guerra dos EUA

O uso de bases militares na Colômbia está incluído em uma estratégia global de guerra idealizada pelos Estados Unidos, assegurou nesta sexta-feira o presidente venezuelano Hugo Chávez na Cúpula Sul-Americana, em Bariloche (sul da Argentina).

AFP |

"A estratégia global de dominação dos Estados Unidos é a razão pela qual estão instalando essas bases na Colômbia", disse Chávez a seus colegas da União Sul-Americana de Nações (Unasul), convocada com urgência frente à escalada de acusações mútuas pelo acordo colombiano-americano.

Chávez exibiu cópias do chamado Livro Branco do Comando Aéreo dos EUA (Global En Route Strategy) que até pouco tempo podia ser consultado no site da Universidade da Força Aérea norte-americana (www.au.af.mil). Tal documento menciona a base colombiana de Palanquero (centro) como um dos objetivos para a mobilização de tropas.

"Palanquero é uma localidade de segurança de cooperação. A partir de lá, quase a metade do continente pode ser alcançado por um (avião de transporte militar pesado) C-17 e deverá ser suficiente para a estratégia de mobilidade aérea no continente sul-americano", disse, enquanto exibia o documento em suas mãos.

Chávez defendeu a proposta de seu colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva de que a Cúpula deveria ter sido realizada na presença do norte-americano Barack Obama.

"Seria importante que Obama nos esclarecesse essas coisas", afirmou. "Seria interessante, também, conhecer o documento" do acordo EUA-Colômbia, acrescentou.

Para se diferenciar da Colômbia, em um discurso comedido, Chávez disse que "na Venezuela não há bases militares chinesas nem russas, nem a presença militar desses países", apesar de a Venezuela ter comprado armas de ambos.

Em uma ironia sobre o suposto objetivo norte-americano de se assentar militarmente na região, disse: "Menos mal que Lula tenha encontrado petróleo suficiente e continue conseguindo petróleo, para nós não estarmos sozinhos na mira do petróleo de que o império precisa para se manter".

"Saberão que aqui estamos falando de mobilidade para a guerra. Em Honduras, o presidente (Manuel) Zelaya foi sequestrado em um avião sob a mira de fuzis e esse avião aterrizou, antes de ir à Costa Rica, em uma base militar que os Estados Unidos têm muito perto de Tegucigalpa", acrescentou.

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