Chávez avalia oferta feita por Dilma de tratar câncer no Brasil

Presidente venezuelano ligou para líder brasileira para agradecer apoio; segundo jornal, câncer de Chávez seria no intestino

iG São Paulo |

A presidenta Dilma Rousseff reiterou nesta sexta-feira a possibilidade de o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tratar-se de câncer com médicos brasileiros em um dos hospitais do país. Dilma lembrou que os especialistas brasileiros podem ir à Venezuela se Chávez considerar essa hipótese a adequada.

Na conversa, o venezuelano disse que avaliará a oferta feita por Dilma e previamente pelo ministro das Relações Exteriores braisleiro, Antonio Patriota, em diálogo com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro. O líder da Venezuela também disse estar em franca recuperação, embora seu estado de saúde ainda precise de cuidados.

Chávez telefonou para Dilma na manhã desta sexta-feira e conversou com ela por cerca de dez minutos, segundo o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena Soares, que informou também que a conversa de Dilma com Chávez foi “calorosa”. No telefonema, o venezuelano novamente agradeceu o apoio da presidenta e lembrou ter recebido a mensagem enviada por ela em 1º de julho prestando solidariedade.

Foi a primeira conversa entre Dilma e Chávez depois de ele ter ficado ausente da Venezuela por quase 30 dias, período cuja maior parte passou em Cuba, onde foi submetido a duas cirurgias. Na primeira delas, em 10 de junho, o venezuelano fez uma intervenção para retirada de um abcesso na região pélvica.

Dez dias depois, segundo o próprio chefe de Estado, submeteu-se a uma nova operação por causa de um tumor maligno. Apesar de ter confirmado que está sofrendo da doença, Chávez não informou detalhes do tipo de tumor nem do tratamento. Nesta sexta-feira, o jornal americano The Wall Street Journal afirmou que o câncer do presidente poderia ser no intestino , de acordo com duas pessoas ouvidas pelo diário que estariam familiarizadas com o estado de saúde do líder.

Na semana passada, quando Chávez ainda estava em Cuba, o chanceler do Brasil ofereceu a Maduro a possibilidade de o líder ser tratado no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, onde Dilma se tratou de um tumor em 2009. Outro líder que recentemente passou por tratamento no Sírio-Libanês foi o presidente paraguaio, Fernando Lugo.

Os médicos do hospital também trataram o ex-vice-presidente José Alencar, que morreu em abril após 13 anos de combate a um câncer no abdome.

*Com EFE e Agência Brasil

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