Chávez assegura que Venezuela não tem aspirações armamentistas

Washington - O líder da Venezuela, Hugo Chávez, assegurou nesta quinta-feira que seu país não tem aspirações armamentistas e que não tem intenções hostis para com a Colômbia.

EFE |

Chávez ofereceu uma entrevista de uma hora ao programa "Larry King Live" na missão de seu país nas Nações Unidas em Nova York, que foi transmitido pela rede de televisão "CNN".

O líder venezuelano também assegurou que deseja se manter na Presidência de seu país "o tempo que meu povo quiser".

Durante a conversa, Chávez abordou desde sua política petrolífera até suas relações com o presidente de EUA, Barack Obama, passando por sua amizade com o ex-presidente cubano Fidel Castro.

Também reiterou sua denúncia de que os Estados Unidos estiveram por trás de uma tentativa de assassiná-lo, se referindo ao país como "o império".

"A ordem saiu da Casa Branca e vi meus assassinos", disse Chávez, ao afirmar que também houve tentativas similares contra o ex-presidente chileno Salvador Allende e contra Ernesto Che Guevara.

O líder venezuelano se referiu a denúncias formuladas pela secretária de Estado, Hillary Clinton, sobre uma corrida armamentista no continente suscitada pela compra de armas de seu país.

"Está totalmente perdida em sua análise. Está equivocada. Deveria estar preocupada com a pobreza neste país, a falta de seguros", assinalou Chávez.

Acrescentou que o orçamento de defesa de seu país é um dos mais baixos do continente e o comparou com o da Colômbia que é dez vezes superior, segundo disse.

Mas imediatamente chamou à tranquilidade ao indicar que "Colômbia não deveria preocupar-se. Nós queremos paz com esse país".

No entanto, expressou que a Venezuela se sente ameaçada pela presença do exército americano em bases na Colômbia.

"Venezuela tem a maior reserva de petróleo (no continente) e Venezuela tem que defender-se", manifestou.

King lhe perguntou se é um amante da paz, por que está comprando armas à Rússia.

"Todos os países têm um sistema de defesa", assinalou ao explicar que durante muito tempo seu país comprou aviões caça F-16 aos Estados Unidos e que agora Washington não quer vender-lhe separados.

"Acudimos a outras opções", manifestou.

Também descartou como "loucura" a ideia que Venezuela está interessada no desenvolvimento de armas nucleares.

"O que quer Venezuela é energia nuclear. Algum dia se nos esgotará o petróleo. Necessitamos investir em tecnologia para desenvolver alternativas", manifestou.

Por outra parte, Chávez manifestou que tem duas visões do presidente Barack Obama, uma das quais é de seu agrado.

"Temos um Obama que fala de paz. Isso aceitamos", assinalou o presidente venezuelano ao referir-se às palavras de seu colega americano perante as Nações Unidas.

"Mas há outro Obama, o que promove a guerra usando a presença de militares e bases na América do Sul", indicou.

Chávez também expressou que os Estados Unidos deveria levantar o embargo contra Cuba e qualificou a Castro como "um pai" e um visionário que foi seu mentor político.

Mas ao mesmo tempo, negou que seja um comunista. "sou um socialista", disse.

O presidente venezuelano também defendeu suas relações com o Irã e disse que ambos país têm muitas coisas em comum e que não pretende processar a situação interna iraniana.

"Não suspenderia as exportações... se não o fiz durante o governo do ex-presidente George W. Bush", contestou Chávez quando se lhe consultou se devido às tensas relações com Washington teria em algum momento a intenção de cortar as exportações de petróleo aos Estados Unidos.

Leia mais sobre: Chávez

    Leia tudo sobre: chávezeuavenezuela

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG