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Chávez apóia Obama por problemas na Venezuela, diz assessor de McCain

Washington, 3 nov (EFE) - O apoio do presidente venezuelano, Hugo Chávez, ao candidato democrata Barack Obama se deve aos problemas internos experimentados pelo líder da Venezuela, afirmou Otto Reich, ex-secretário de Estado adjunto para a América Latina e atual assessor de John McCain.

EFE |

Chávez afirmou que o senador afro-americano, ao qual se referiu como "o homem negro", vencerá as eleições presidenciais de amanhã, e pediu que ele esteja à altura "do momento que vive o mundo".

"Que um negro chegue à Presidência dos Estados Unidos não é pouca coisa, agora, que esse homem negro esteja à altura da história, é outra coisa", disse Chávez em um ato oficial, onde também ressaltou que não lhe pedirá que seja "revolucionário ou socialista", e lhe ofereceu o diálogo para melhorar as tensas relações bilaterais.

Sobre isso, Reich, ex-enviado especial da Casa Branca para a América Latina e embaixador na Venezuela entre 1986 e 1989, disse em entrevista à Agência Efe que o que o presidente venezuelano afirmou "não é nada novo".

"Não é novo que queira se sentar" com Barack Obama, que disse estar disposto a conversar com líderes que são considerados inimigos dos EUA se vencer as eleições, uma posição que foi criticada pela campanha republicana.

Reich atribuiu as palavras de Chávez às questões que afligem a Venezuela pela queda do preço do petróleo, que "provocou problemas internos".

De acordo com ele, sem o dinheiro procedente do petróleo, o líder venezuelano já não pode financiar os subsídios e gastos sociais com a conseqüente perda de apoio popular.

Por isso, afirmou o assessor da campanha de McCain, Chávez "já não pode ser tão hostil em direção aos EUA".

"Os Estados Unidos não dependem do petróleo da Venezuela e ele quer se assegurar de que não cortam suas importações", explicou.

Quanto ao pedido do presidente venezuelano de que o próximo presidente "desmonte o selvagem bloqueio a Cuba", Reich, nascido em Havana há 63 anos, respondeu a Chávez para que "diga a Cuba que levante seu selvagem bloqueio contra o povo cubano, que não pode ouvir notícias do exterior". EFE cae/db

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