Chávez apóia Morales nas acusações contra EUA

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manifestou nesta quarta-feira seu apoio ao colega boliviano, Evo Morales, que pediu a expulsão do embaixador dos Estados Unidos em La Paz, por alentar o separatismo e a divisão na Bolívia.

AFP |

O que ocorre na Bolívia "é uma arremetida das forças imperialista dos Estados Unidos e dos 'pitiyanquis' da extrema direita" boliviana, disse Chávez durante um ato militar.

"Lá está o presidente Morales, à frente de seu povo, defendendo a soberania da Bolívia, e estaremos com ele".

Chávez comparou a atual crise na Bolívia com a tentativa de golpe de Estado que o afastou do poder por dois dias, em abril de 2002, algo que também foi "coordenado da embaixada dos Estados Unidos" em Caracas.

"Ocorre o mesmo na Bolívia: É o império agressor, o império genocida dos Estados Unidos (...) e a direita (boliviana) tratando de deter o processo democrático, fechando ruas, sabotando refinarias e gasodutos. É o mesmo plano que lançaram aqui".

Evo Morales declarou "persona no grata" o embaixador americano Philip Goldberg e pediu sua saída urgente da Bolívia.

"Ele, que busca a divisão da Bolívia, é o embaixador dos Estados Unidos", disse o presidente boliviano, acusando o diplomata de promover os distúrbios em cinco dos nove departamentos do país, onde os opositores rejeitam o projeto de nova Constituição que Morales pretende aprovar com um referendo em janeiro.

Washington reagiu qualificando de "infundadas" as acusações de Morales e destacando que não recebeu qualquer comunicado formal sobre Goldberg.



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