Chávez anuncia reunião com Lula em 11 de setembro no Brasil

Caracas, 13 ago (EFE) - O governante venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que em 11 de setembro se reunirá no Brasil com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assinar novos acordos de cooperação bilateral, entre eles pelo menos um agrícola, segundo fontes diplomáticas.

EFE |

A reunião presidencial, emoldurada nos encontros trimestrais que desde finais de 2007 ambos realizam, será realizado no norte do Brasil, mas o local não foi especificado.

Chávez se reuniu durante duas horas com uma missão de empresários brasileiros no palácio presidencial de Miraflores, no que foi o fim de um encontro empresarial binacional que começou em Caracas na segunda-feira.

No encontro, que foi transmitido de forma parcial pela televisão estatal, o presidente venezuelano destacou o avanço da aliança Caracas-Brasília, assim como a potencialidade de projetos conjuntos em matéria agrícola e alimentícia.

No início do mês, Chávez e Lula se reuniram em Buenos Aires com a presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e os três concordaram em voltar a se reunir em 6 de setembro em Pernambuco, sem dar outros detalhes.

O embaixador do Brasil em Caracas, Antônio Simões, afirmou que na reunião presidencial do "início de setembro", os empresários esperam apresentar a Chávez e Lula para assinatura projetos concretos para a produção conjunta de soja e adubos.

Simões disse que nas discussões realizadas nos últimos dois dias em Caracas, "mais de 40 empresários privados" brasileiros e outros 40 venezuelanos ratificaram o compromisso de avançar em projetos alimentícios e agrícolas.

Esses projetos, entre eles um para a produção de soja na Venezuela, seguirão sendo afinados em uma próxima reunião no Brasil em 25 de agosto, da qual participarão "duas comissões venezuelanas", assinalou o embaixador.

Chávez "mostrou interesse em um grande programa para a soja", que inclui "trazer agricultores e tecnologia do Brasil, e inclusive empresas, à Venezuela", acrescentou.

Emiliano Botelho, presidente do Grupo Campo, disse na segunda-feira em Caracas que a companhia desenvolverá um projeto que prevê o plantio na Venezuela, nos próximos cinco anos, de até 500 mil hectares de soja. EFE gf/db

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