Chávez anuncia prisão de suspeitos de tentativa de golpe e acusa EUA

O presidente venezuelano Hugo Chávez anunciou que já há vários detidos por suposto envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado e assegurou que o país sofre uma nova ofensiva do imperialismo, referindo-se aos Estados Unidos.

AFP |

"Já temos vários detidos (...) Ficam buscando uma maneira de deter a revolução e, com isso, golpear os processos de mudança que estão em marcha, em nossa América, no Caribe, e na América Central", declarou o mandatário nesta quinta-feira em um ato público.

O governo venezuelano apresentou nesta quinta-feira provas e denunciou uma tentativa de "magnicídio" e golpe de Estado contra Chávez, que estaria sendo planejada por militares na ativa e da reserva com o apoio do "governo norte-americano".

"Olhem, ianques, não tentem lançar um golpe ou uma loucura dessas; aviso vocês: não sou o Hugo Chávez de 2002", disse, referindo-se ao golpe de Estado frustrado que o afastou do poder durante dois dias em abril de 2002.

Chávez assegurou que com a Venezuela não acontecerá a mesma coisa que no Chile há exatamente 35 anos, quando o ex-presidente Salvador Allende foi derrubado pelos militares liderados pelo general Augusto Pinochet.

"Não acreditem os ianques que vão fazer com a Venezuela o que fizeram no Chile em 1973. Não vão conseguir. Naquele momento, o povo chileno e o presidente Salvador Allende estavam sozinhos neste continente, mas hoje não", declarou Chávez.

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, responsabilizou nesta quinta-feira o governo dos Estados Unidos de estar por trás desta suposta tentativa de golpe de Estado e magnicídio.

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