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Chávez anuncia estudo para zona monetária comum na Alba

Caracas, 26 nov (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou hoje que será estudada a criação de uma zona monetária comum ao receber no Palácio de Miraflores os líderes dos países da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) e o presidente do Equador, Rafael Correa.

EFE |

Chávez convocou para hoje uma cúpula da Alba para falar da crise financeira "a partir do sul", com a presença dos presidentes da Bolívia, Evo Morales; da Nicarágua, Daniel Ortega; e de Honduras, Manuel Zelaya; além do equatoriano, Rafael Correa, como observador.

Também participam o vice-presidente do Conselho de Ministros cubano, Ricardo Cabrisas; e o primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, representando seus respectivos países.

Na escada do palácio presidencial, onde recebeu os governantes e representantes dos outros países do grupo, Chávez disse que Correa havia "chegado cedo" e que tinha tratado com ele "um dos temas que vamos discutir hoje (...), vamos criar no Alba, bom, é uma proposta, uma zona monetária".

"Nós não vamos esperar de braços cruzados que o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial venham a resolver os problemas", disse o presidente venezuelano.

"Não devemos esperar nada além de nós mesmos. Claro, estaremos ouvindo as opiniões do G20, do G21 ou do G que seja, mas nós temos coisas a dizer. O sul também existe. Nós também existimos e vamos tomar decisões", disse Chávez.

"Rafael (Correa) estava me explicando (...), porque ele é economista dos Chicago Boys, mas de esquerda", disse o presidente venezuelano, enquanto ouvia Correa dizer: "a ovelha negra dos Chicago Boys".

Correa "foi convidado de maneira especial para trabalhar este tema e nos deu umas luzes esta manhã sobre uma zona monetária rumo a mecanismos de troca comercial e mais adiante uma moeda comum", acrescentou Chávez.

"Este é o desafio que nos impõe o tempo histórico. Aqui estamos cumprindo a responsabilidade que nossos povos nos impuseram", disse também o presidente, que convidou, em um momento de seu discurso, a esposa de Ortega, Rosario, a se juntar aos dirigentes para uma foto.

Os governantes e representantes do Alba, junto com Correa, entraram depois no palácio para iniciar sua reunião que, segundo a previsão, terminará à tarde. EFE rr-eb/an

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