Chávez anuncia ajuda a países pobres

Caracas, 15 mai (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou hoje que vai propor a criação de um fundo de US$ 1.

EFE |

095 milhão para ajudar os países mais pobres durante a 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês), que será realizada amanhã em Lima.

Além disso, Chávez vai propor "que a Europa rica, de maneira séria e dando mostras de humanidade" perdoe a dívida dos países latino-americanos e caribenhos.

Em entrevista coletiva concedida a correspondentes estrangeiros, o presidente venezuelano afirmou que os países da região já pagaram "três vezes ou mais" o valor da dívida.

"Já basta! Até quando vamos seguir pagando?", disse Chávez, que garantiu não pedir o perdão somente pela Venezuela.

Segundo o governante, o fundo serviria "para produzir e distribuir alimentos e remédios, especialmente em países como o Haiti, que estão vivendo uma crise humanitária terrível".

O presidente venezuelano disse que forneceria "imediatamente" US$ 365 milhões, um terço do dinheiro necessário ao fundo, e que os demais países de Europa, América Latina e Caribe cederiam o restante. Segundo Chávez, a quantia a ser doada vem das exportações de petróleo.

Para o governante, se os outros países colaborarem com uma quantia "pelo menos similar à nossa", o fundo terá US$ 1.095 milhão, dinheiro que "nos permitiria produzir, adquirir, distribuir moradias, alimentos e remédios".

Na coletiva, Chávez falou sobre a exportação de petróleo aos países pobres.

"Já nos comprometemos a mandar quase meio milhão de barris por dia a 14 países da região", disse o presidente, que acrescentou que parte da ajuda seria paga com produtos e serviços. O restante seria pago em dinheiro, com direito a condições de pagamento preferenciais e "de solidariedade".

"Por isso, sinto alegria e tristeza ao mesmo tempo quando vejo os Estados Unidos anunciando que vão colaborar com US$ 100 milhões" criticou Chávez, que também afirmou estar interessado na "paz e justiça social".

A entrevista serviu para que o presidente da Venezuela lembrasse atritos com governantes em outras cúpulas e reiterou que em Lima não deixará que o calem.

"Tomara que ninguém siga o exemplo do Rei da Espanha", que mandou Chávez se calar na Cúpula Ibero-Americana de 2007, em Santiago do Chile.

O presidente venezuelano também lamentou que Angela Merkel, chanceler alemã, já tenha "atirado pedras" contra ele antes mesmo de chegar a Lima. No entanto, Chávez disse que "todos devemos nos respeitar, independentemente das diferenças ideológicas".

Merkel, para quem "os Governos da América Latina deveriam se afastar da Venezuela" foi acusada por Chávez de pertencer "à mesma direita que apoiou Hitler e o nazismo".

"Faltou tudo, inclusive o bom julgamento", concluiu o presidente venezuelano. EFE ar/plc

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