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Chávez ameaça pôr o Exército em empresas que aumentem preços

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou que o Exército tomará o controle de qualquer empresa do país que aumentar seus preços como resposta à maxidesvalorização da moeda determinada pelo governo na última sexta-feira.

BBC Brasil |

Chávez afirmou que não há razão para um aumento de preços e que as "empresas especuladoras" serão entregues aos trabalhadores. Os venezuelanos correram às lojas para comprar bens importados antes de a desvalorização da moeda local, o bolívar, entrar em vigor.

O presidente anunciou na sexta-feira a criação de uma taxa cambial dupla - uma para os setores básicos da economia, com um dólar a 2,60 bolívares, e outra para o restante da economia, com o dólar a 4,30 bolívares.

A taxa oficial de câmbio era mantida estável pelo governo desde 2005 em 2,15 bolívares por dólar.

Competitividade

Chávez argumentou que a desvalorização do bolívar vai aumentar a competitividade dos produtos venezuelanos e reduzir a dependência das importações. Mas os críticos dizem que isso vai alimentar a inflação, que já chegou à casa dos 25% anuais.

Segundo ele, as duas taxas de câmbio terão o efeito de "limitar as importações que não são estritamente necessárias e de estimular a política de exportações".

Alguns analistas dizem que o impacto da desvalorização poderá não ser severo, já que muitas das importações venezuelanas hoje são feitas com o uso da taxa de câmbio do mercado negro, que na sexta-feira fechou a 6,15 bolívares por dólar.

Mas outros acreditam que a desvalorização terá um impacto sobre a inflação.

"É impossível que os preços não sejam ajustados. Se não se ajustarem, vão desaparecer", disse à agência Associated Press o economista Oscar Meza, diretor do centro de pesquisas Cendas.

Para Meza, a medida do governo poderá elevar a inflação acima dos 33% anuais.

Chávez rebateu as críticas durante seu programa semana de rádio, Alô Presidente, no domingo. Segundo ele, "não há razão para ninguém aumentar preços".

Ele pediu aos seus simpatizantes para "denunciar publicamente os especuladores" e advertiu os empresários de que já ordenou ao Exército que formule um "plano de ofensiva" que significaria a tomada de "qualquer empresa, de qualquer tamanho, que jogue o jogo burguês da especulação".

"Quero que a Guarda Nacional saia às ruas com as pessoas para combater a especulação e tomar medidas", disse.

Luis Ignacio Planas, membro do partido opositor Copei, atacou a medida do governo, afirmando que o governo age como "um batedor de carteiras, colocando suas mãos nos bolsos dos venezuelanos e tomando seu dinheiro para continuar a se financiar e a pagar por uma política econômica irresponsável".

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