Chávez ameaça EUA com suspensão da venda de petróleo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ameaçou nesta quinta-feira suspender a venda de petróleo aos Estados Unidos, seu principal comprador, caso Washington agrida seu governo, após expulsar o embaixador americano em Caracas.

AFP |

"Se ocorrer qualquer agressão (americana) à Venezuela, não haverá petróleo para o povo dos Estados Unidos", disse Chávez durante um comício na cidade de Puerto Cabello, 120km a oeste de Caracas.

"Nós, ianques de merda, saibam, estamos dispostos a sermos livres, custe o que custar", disse Chávez, após denunciar um plano de golpe de Estado na Venezuela, dirigido pelos Estados Unidos.

No mesmo discurso, Chávez ordenou a expulsão do embaixador dos Estados Unidos em Caracas, Patrick Duddy: "A partir deste momento, o embaixador ianque em Caracas tem 72 horas para sair da Venezuela, em solidariedade à Bolívia", que teve seu representante diplomático expulso de Washington.

"Vão pro caralho, ianques de merda. Há aqui um povo digno, vão ao caralho 100 vezes", gritou Chávez no palanque.

Horas antes, Chávez advertiu que "a todo o mundo interessa que na Venezuela haja paz (...) Se ocorrer algo grave aqui, deixarão de sair três milhões de barris de petróleo diários, e o preço do petróleo chegará aos 200 dólares".

"Ninguém quer por em risco a maior reserva de petróleo do planeta, a nossa", destacou Chávez, referindo-se à Faixa do Orinoco.

O presidente venezuelano disse que a atual tensão na região foi provocada por Washington, que "está por trás de todas as manobras" de desestabilização política que ocorrem na América Latina.

"A partir deste momento, a Bolívia não está só. Estamos decididos a ser livres, a nos libertarmos do jugo do Império" americano.

pt/LR

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