Chávez ameaça ação militar após golpe em Honduras

Por Frank Jack Daniel e Enrique Andres Pretel CARACAS (Reuters) - Hugo Chávez, presidente da Venezuela, colocou suas tropas em alerta neste domingo depois de um golpe em Honduras e disse que poderá responder militarmente se seu enviado ao país centro-americano for morto ou sequestrado.

Reuters |

Chávez afirmou que soldados hondurenhos raptaram o embaixador cubano e deixaram o embaixador venezuelano à beira de uma estrada após baterem nele durante o golpe militar contra o presidente hondurenho Manuel Zelaya.

O Exército hondurenho depôs Zelaya e o isolou neste domingo, no primeiro golpe militar na América Central desde a Guerra Fria, depois de ele ter desagradado as forças armadas ao tentar sua reeleição.

Chávez, em pronunciamento na televisão estatal, disse que se o embaixador da Venezuela for morto, ou as tropas entrarem na embaixada venezuelana, "esta junta militar entraria em um estado de guerra de fato, e teríamos que agir militarmente". Ele acrescentou: "eu coloquei as forças armadas da Venezuela em alerta."

Chávez lidera um grupo de países esquerdistas, entre eles Honduras e, no passado, chegou a ameaçar militarmente países da região, mas nunca levou as ameaças em frente.

Chávez disse que se um novo governo for empossado depois do golpe, ele deve ser derrubado.

"Nós os derrubaremos, nós os derrubaremos, eu digo a vocês", disse ele.

Em 2008, Chávez enviou tanques para a fronteira com a Colômbia depois de tropas colombianas atacarem uma base de guerrilheiros no Equador, que é parte da coalizão de países com governo de esquerda na América Latina, liderada pela Venezuela.

Esta crise foi resolvida poucos dias após o incidente, sem uso de violência.

Alguns dos líderes da América Latina que pertencem à coalizão Alternativa Bolivariana (Alba) farão um encontro na Nicarágua para discutir que posição tomar em relação a Honduras.

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