QUITO - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, advertiu nesta segunda-feira aos presentes na http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/08/10/comeca+cupula+da+unasul+com+atencoes+voltadas+para+acordo+entre+colombia+e+estados+unidos+7782983.html target=_topcúpula dos chefes de Estado sul-americanos sobre os ventos de guerra que sopram na região por causa da intenção da Colômbia em permitir aos Estados Unidos que usem suas bases militares.

"Cumpro com minha obrigação moral de alertar: ventos de guerra começam a soprar", afirmou Chávez na cúpula da União de Nações Sul-americanas (Unasul) .

O acordo pelo qual a Colômbia autorizaria os EUA a utilizarem suas bases militares será discutido este mês em uma "reunião urgente" de ministros sul-americanos, segundo consenso assinado na ante-sala da Cúpula da Unasul (União de Nações Sul-Americanas), nesta segunda-feira, em Quito.


Líderes sul-americanos chegam para encontro da Unasul no Equador / AFP

A proposta deve ser incluída na declaração de Quito, que deve ser assinada pelos líderes da América do Sul em Quito nesta semana.

"No ânimo de fortalecer o diálogo e o consenso em termos de defesa mediante o fomento de medidas de confiança e transparência, convocam uma reunião urgente dos ministros das Relações Exteriores e da Defesa", destacou o rascunho do texto.

Fidel condena Colômbia

Nesta segunda, o líder cubano Fidel Castro também mencionou a possibilidade de uma guerra na região, afirmando que o governo da Colômbia cometerá uma deslealdade se autorizar os Estados Unidos a usar suas bases militares, advetindo que esse acordo poderá desatar numa guerra fraticida com a Venezuela e uma tragédia latino-americana.

"A história não perdoará quem cometer essa deslealdade contra seus povos, nem os que utilizarem como pretexto o exercício da soberania para permitir a presença de tropas ianques", afirma Fidel em mais um artigo publicado na imprensa cubana.

O ex-presidente cubano afirma que se os Estados Unidos utilizarem as sete bases colombianas "para provocar um conflito armado entre dois povos irmãos (Colômbia e Venezuela), será uma grande tragédia".

"As forças ianques poderão promover uma guerra suja como fizeram na Nicarágua, inclusive empregando soldados de outras nacionalidades treinados por eles"

"Mas dificilmente o povo combativo, valente e patriótico da Colômbia se deixará arrastar para uma guerra contra um povo irmão como da Venezuela", afirma o líder comunista.

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