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Chávez agradece Oliver Stone pela coragem de se movimentar pelo eixo do mal

Nova York, 23 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, assistiu à apresentação esta noite em Nova York do documentário South of de border do diretor americano Oliver Stone ao que agradeceu a coragem de se movimentar pelo eixo do mal.

EFE |

Como um ator de cinema, no tapete vermelha do Lincoln Center, Chávez posou para a imprensa vestido com um traje negro e suéter vermelho, junto a Stone e o presidente boliviano, Evo Morales, antes da projeção do filme no qual é protagonista.

O documentário "South of the border" (Ao sul da fronteira) "é extraordinário, porque Oliver com seu gênio pôde interpretar o que está acontecendo na América do Sul", assinalava visivelmente satisfeito.

Na fita de 78 minutos, Stone faz um retrato político e humano muito favorecedor de Chávez e inclui testemunhos dos presidentes do Brasil, Bolívia, Argentina, Equador, Paraguai e Cuba.

O diretor de filmes como "Platoon" e "Nascido em 4 de Julho" negou que seu documentário seja propagandista, e que o fez para resistir as críticas "injustas" sobre Chávez e Morales.

O presidente boliviano, que aparece em uma das cenas jogando futebol e mastigando folha de coca com Stone, comentou divertido que "quase ganha" com a bola.

"Eu queria que este filme lhe fizesse justiça, porque Chávez é muito popular na América do Sul".

O presidente venezuelano não perdeu a oportunidade de lembrar que "lá no Sul há uma revolução", que não é de fuzis nem de colunas guerrilheiras, mas dos pobres e excluídos durante cinco séculos".

"Evo é descendente direto do último imperador inca. Lá onde Evo nasceu bem em cima, em cima na montanha, a civilização aimara foi exterminada pela invasão europeia", explicou Chávez aos jornalistas americanos em um tom didático.

"Agora, cinco séculos depois, lá surge uma revolução pacífica e democrática", enfatizou, enquanto Stone e Morales faziam gestos aprobativos com a cabeça.

"É muito importante que o povo dos Estados Unidos conheça a verdade e esse é a grande contribuição que faz Oliver", comentou Chávez.

"Ele está tratando de mudar um país e de combater a pobreza", resumiu o diretor americano.

Chávez assistiu à projeção do documentário acompanhado por duas de suas filhas e uma neta. EFE vai/fk

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