Chávez acusa paramilitares de ataques na divisa com a Colômbia

Caracas, 21 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou hoje que agentes de órgãos de segurança do Estado foram baleados neste sábado à noite por supostos paramilitares em uma zona próxima à fronteira com a Colômbia, sem detalhar se houve mortos.

EFE |

"Ontem (sábado) à noite, me informaram de que houve um tiroteio (quando) forças da ordem bolivariana, da inteligência que seguiam uma pista", foram atacados "com rajadas de metralhadoras" entre os estados de Zulia e Táchira, afirmou no programa dominical de rádio e televisão "Alô, presidente".

"(Há) muitos indícios de uma força paramilitar", disse após ressaltar que vários pontos da região "estão minados" de paramilitares, principalmente a região que abrange os estados fronteiriços de Zulia e Táchira, com governadores opositores a sua gestão.

"Sabemos o jogo que estão jogando contra a pátria", ressaltou o governante sem dar mais detalhes e sem citar explicitamente os governadores de Zulia, Pablo Pérez, e de Táchira, César Pérez.

O jornalista José Vicente Rangel, que após deixar a Vice-Presidência da Venezuela voltou à profissão, denunciou hoje "um aumento de presença de paramilitares colombianos no estado de Zulia, com o consentimento das autoridades dessa entidade federal".

"Estes grupos de ação violenta, importados da Colômbia, têm estreita relação com o Governo de Zulia", embora os paramilitares também atuem nos vizinhos estados de Apure, Barinas e Táchira, acrescentou.

Pouco antes da denúncia de Chávez, o subsecretário nacional do partido democrata cristão Copei, Alejandro Vivas, denunciou que "o Governo pretende fazer uma montagem nas zonas fronteiriças de Zulia e Táchira para vincular os governadores a supostos paramilitares e depois acusá-los de traição à pátria". EFE ar/db

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