Chávez aceita renúncia de vice-presidente

(Atualiza com aceitação da renúncia pelo presidente). Caracas, 25 jan (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, aceitou hoje a renúncia de seu vice-presidente e ministro da Defesa, Ramón Carrizález, confirmaram porta-vozes governamentais.

EFE |

Chávez "aceitou a renúncia por razões estritamente pessoais" apresentada por Carrizález, informou a ministra da Informação venezuelana, Blanca Eekhout, em uma breve declaração transmitida pela emissora estatal de televisão "VTV".

O presidente da Venezuela tornou público seu "agradecimento" e "reconhecimento" ao "esforço e compromisso" de Carrizález "durante toda sua gestão" à frente da Vice-Presidência e do Ministério da Defesa, acrescentou Eekhout.

A ministra de Informação não disse quando Carrizález renunciou nem quem o substituirá nos cargos deixados, e também não falou sobre a suposta renúncia da ministra do Meio Ambiente, Yuribí Ortega, esposa de Carrizález.

Mais cedo, a imprensa local informou, com base em fontes oficiais, sobre as renúncias de Carrizález e Ortega por "razões estritamente pessoais".

A saída de Carrizález "não ocorre por nenhuma divergência em decisões de Governo" e "qualquer versão distinta é falsa e tendenciosa", disse o próprio em comunicado oficial, segundo os veículos de imprensa privados da Venezuela.

De acordo com as mesmas fontes, Carrizález e Ortega "estão elaborando as atas de entrega de seus respectivos cargos e à espera de novas nomeações".

Os mesmos veículos disseram, citando "fontes militares", que o general Carlos Mata Figueroa, atual chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional, assumiria o Ministério da Defesa.

Carrizález, um militar da reserva de 58 anos, assumiu a Vice-Presidência em 2008 e o Ministério da Defesa em março de 2009.

É considerado como um dos homens mais próximos ao presidente Hugo Chávez.

Ao longo do Governo de Chávez, Carrizález ocupou diversos cargos, entre eles a chefia dos ministérios de Infraestrutura e Habitação, além da Vice-Presidência e da pasta de Defesa. EFE afs/bba

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