Chanceleres da Unasul se reuniram neste domingo para elaborar a Declaração de Quito que será assinada pelos presidentes sul-americanos e que abordará a crise mundial e a situação em Honduras, enquanto que a Venezuela defendeu que a cúpula de segunda-feira rechace o pacto militar Bogotá-Washington.

O presidente colombiano Alvaro Uribe não participará desse encontro, devido à crise entre seu país e o Equador, que romperam suas relações diplomáticas.

Os chanceleres poderão inserir na declaração o polêmico acordo negociado pela Colômbia para permitir aos Estados Unidos o uso de suas bases militares para o combate às drogas e ao terrorismo.

Neste sentido, o chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de pretenderem dividir a América do Sul enviando tropas para bases da Colômbia e disse que a cúpula da Unasul deve ser um cenário para que se rejeite esse acordo.

"Há aqueles das elites de Washington, o império norte-americano, que seguem pretendendo dinamitar a união da América do Sul", declarou Maduro à imprensa.

A Unasul "é o cenário por natureza em que esses temas devem ser abordados" e "os povos têm o direito de se defender" para "garantir a soberania de nosso território", acrescentou.

Outro assunto que deverá dominar os debates é a destituição do presidente hondurenho Manuel Zelaya.

O presidente deposto de Honduras instou neste domingo a Unasul a incluir o tema do golpe de Estado que o retirou do poder na agenda da cúpula do organismo desta segunda-feira em Quito, com o objetivo de promover a sua restituição.

"Me parece que a América do Sul (...) deve retomar o tema do golpe de Estado. Esse grupo deve buscar caminhos que defendam os interesses dos presidentes", disse Zelaya, que se encontra na capital equatoriana para a cerimônia de posse do mandatário reeleito Rafael Correa, nesta segunda-feira.

Zelaya, que foi derrubado no dia 28 de junho, enfatizou que "não é um interesse unicamente de Honduras retomar a democracia, é a segurança continental que está em risco".

sp/dm

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