Chanceleres ibero-americanos pactuarão posição comum frente à crise

San Salvador, 29 out (EFE) - Os chanceleres ibero-americanos se reuniram hoje para finalizar os documentos que serão aprovados pela 18ª Cúpula Ibero-Americana e desenhar uma posição responsável conjunta frente à crise mundial, afirmou a ministra das Relações Exteriores salvadorenha, Marisol Argueta.

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A crise financeira mundial será analisada pelos ministros de Assuntos Exteriores, destacou a chanceler ao início da reunião.

A ministra explicou que o que se pretende é transferir a "voz latino-americana" sobre a crise às instituições e organismos internacionais que abordarão a reorganização do sistema financeiro mundial.

A ameaça de catástrofe financeira se impôs sobre o tema central desta 18ª Cúpula Ibero-Americana: "Juventude e Desenvolvimento".

A questão, proposta pelo país anfitrião com o objetivo de traçar políticas de ajuda aos jovens desfavorecidos da América Latina, será abordada em dois documentos que serão aprovados, a Declaração geral e o "Compromisso de San Salvador", que inclui iniciativas em favor da juventude, "algumas delas com apoio financeiro", afirmou.

O objetivo é "transformá-los em programas de ação" com medidas concretas, disse.

Os ministros aprovarão ainda uma série de documentos adicionais, como o acompanhamento das decisões adotadas em cúpulas anteriores e várias declarações sobre temas conjunturais ou assuntos prioritários para alguns países, como um comunicado de respaldo ao processo de diálogo na Bolívia, ou uma nova condenação ao embargo a Cuba.

Além disso, respaldarão um documento sobre cooperação no combate à violência organizada transnacional, proposto pelo México, e a abertura das cúpulas a países alheios à área ibero-americana e a organismos internacionais com um status especial de "observador associado".

A cúpula de chefes de Estado e de Governo começará às 18h (22h em Brasília) com a cerimônia de abertura, à qual seguirá um jantar oferecido pelo presidente salvadorenho, Elías Antonio Saca.

A reunião terá ausências significativas, como a do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que anunciou que não comparecerá por motivos de segurança.

Também não estarão presentes o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, e Cuba enviará seu embaixador no Brasil como máximo representante. EFE mlg/db

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