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Chanceler venezuelano diz que Washington Post ajuda oposição do país

Caracas, 20 dez (EFE) - O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou hoje que o objetivo do jornal americano The Washington Post é marcar, com seus editoriais, o caminho que a oposição venezuelana deve seguir contra o referendo sobre a reeleição presidencial ilimitada. O Washington Post publicou na sexta-feira um editorial no qual destacou que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, apenas poderá vencer a consulta popular sobre a emenda constitucional que lhe permitiria concorrer novamente às eleições de 2012 e às próximas se recorrer à fraude ou ao uso da força. Esse editorial está cheio de mentiras e falsidades, mas é uma ordem direta à conduta da oposição. Estão dizendo (à oposição) que tem que sabotar o referendo e que tem que encher de violência a Venezuela, afirmou Maduro ao canal estatal Venezolana de Televisión.

EFE |

No primeiro trimestre de 2009 será realizado um referendo na Venezuela no qual 17 milhões de cidadãos poderão aprovar ou rejeitar uma emenda constitucional para que o governante do país possa apresentar sua candidatura à reeleição quantas vezes desejar.

"Esse editorial é a linha política que os Estados Unidos estão ditando à oposição venezuelana. Vocês verão como, a partir de agora, todos os dirigentes de oposição vão sair em coro para dizer o mesmo que o 'Washington Post'", insistiu o chanceler.

Maduro destacou, no entanto, que a capacidade de "amedrontamento" do jornal americano já não é a mesma de alguns anos atrás, porque "o império está em decadência".

O chanceler lembrou que, nas eleições regionais e municipais de 23 de novembro, o "chavismo" obteve 70% dos estados e 80% das Prefeituras do país, por isso é insustentável, para ele, que Chávez precise recorrer à fraude ou à força para ganhar. EFE rr/db

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