CARACAS - O chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, rejeitou hoje energicamente as declarações do americano Thomas Shannon, Secretário de Estado Adjunto para a América Latina, por representar a tragédia política internacional dos Estados Unidos.

"A tragédia da política internacional dos EUA é que perdeu toda sua capacidade de dominação na região", afirmou o chanceler venezuelano à imprensa em Caracas.

Hoje, Shannon havia dito que existe uma "crescente percepção internacional" de que a Venezuela chegou ao limite em sua influência na região.

Segundo Shannon, Chávez enfrenta na atualidade um cenário interno mais complicado e tem que aceitar a possibilidade de não se candidatar às eleições de 2012.

"Não aceitamos ser revisados por nenhum Congresso, e menos ainda pelo dos EUA. Não pode ser que o sistema imperial com suas instituições e suas leis pretenda legislar e impor suas decisões ao mundo", assinalou Maduro em referência às declarações feitas hoje pelo Secretário de Estado Adjunto para a América Latina.

"Hoje não podem dominar a região como faziam antes porque hoje há uma liderança, a do presidente Hugo Chávez, que tem a força e a coragem de falar sua própria língua", disse o chefe da diplomacia venezuelana .

Para Maduro, a normalização das relações entre EUA e Venezuela acontece porque "os EUA estão dispostos a se sentar" para conversar.

"(Então) nós nos sentaremos para discutir todos os assuntos que existam para conversar sem hipocrisias", disse.

No entanto, pediu que os EUA "tentem descobrir o que está acontecendo no continente, e aceitem que perderam sua capacidade de dominação" sobre a Venezuela e a região.

Além disso, Maduro disse estar feliz com a proximidade do final do Governo de George W. Bush, que qualificou de "nefasto" e "fracassado".

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