Paris, 25 out (EFE) - O ministro de Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, disse hoje que, até agora, não houve qualquer aproximação por parte do candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e ressaltou que, depois das eleições presidenciais dos Estados Unidos, haverá oportunidade de falar com quem vencer. Em entrevista coletiva após o fechamento de um colóquio de apoio à Venezuela realizado em Paris, o chanceler venezuelano disse que seu país defende um sistema de relações multipolares. Alguns queremos que a aldeia global se conduza globalmente, acrescentou Maduro, que afirmou que a crise financeira vai terminar com a hegemonia dos EUA, mas destacou que esta seguirá sendo uma grande nação devido à sua força econômica, cultural e midiática. No encontro que será realizado na quarta-feira no Equador, os presidentes venezuelano, Hugo Chávez; boliviano, Evo Morales, e equatoriano, Rafael Correa, debaterão a possibilidade de convocar uma assembléia alternativa à cúpula de novembro em Washington, nos EUA. O objetivo dos líderes é fundar o sistema financeiro internacional. Não pode haver um debate excludente, comentou Maduro, que defendeu a criação de espaços nos quais todos os países e regiões possam se expressar, como já disse anteriormente Chávez, que expressou intenção de que seja convocada uma reunião mundial de diferentes chefes de Estado para buscar uma resposta comum. Ele acrescentou que, ao lado das bolsas, está sendo derrubad...

) que alguns de seus líderes rompam suas ligações com os Estados Unidos".

O chanceler venezuelano se mostrou partidário de um "novo sistema monetário que rompa com a hegemonia do dólar" e do qual emanem "novos modelos de troca comercial e econômica" e uma "nova ordem econômica internacional".

Para o chefe da diplomacia venezuelana, está havendo um "terremoto do mundo formado nos anos 90, onde a elite americana pretendeu impor uma hegemonia absoluta".

O neoliberalismo e todas as suas escolas estão "chegando a um momento mortuário", insistiu Maduro, que afirmou que a crise financeira é a "oportunidade de uma transformação do sistema de relações de poder" no mundo. EFE jaf/db

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