Chanceler venezuelano confirma expulsão de embaixador israelense

Caracas, 6 jan (EFE).- O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, confirmou hoje a expulsão do embaixador israelense em Caracas, Shlomo Cohen, e pediu o fim do massacre e do genocídio registrado na Faixa de Gaza.

EFE |

"A Venezuela decidiu hoje declarar persona non grata e expulsar o embaixador do Estado de Israel (Shlomo Cohen) e reduzir ao mínimo a expressão de representação diplomática da embaixada na Venezuela", disse Maduro.

A ratificação da saída de Cohen foi feita por Maduro em um ato de solidariedade para com a Palestina realizado na Mesquita Ibrahim Ibin Abdul Aziz al-Ibrahim, de Caracas.

"Este é um ato carregado de uma profunda dor e uma profunda indignação pelo massacre, pelo genocídio, que está sendo cometido contra os meninos e meninas da Palestina, contra homens e mulheres, um massacre contínuo de mais de 60 anos", destacou o chanceler.

Ele acrescentou que essa tragédia "se expressa hoje no bombardeio e a ocupação militar de Gaza por parte da Força Armada mais criminosa que a humanidade conhece".

Maduro colocou ênfase especial no ataque sofrido por uma escola palestina que estava identificada com as siglas da ONU.

"Foram capazes, entre outros crimes, de atacar uma escola de crianças palestinas, identificada com as siglas da ONU, utilizando a mais alta tecnologia, satélites espiões, os mais modernos aviões", acrescentou Maduro.

O ministro venezuelano afirmou que esse ataque "não pode ter outro qualificativo que terrorismo de Estado".

Maduro acredita que as ações que estão ocorrendo em Gaza não vão ser detidas pelos organismos como os que se reúnem em Nova York e considerou que só a pressão popular nas ruas poderá "impor o cessar-fogo, a desocupação de Gaza e a abertura de negociações justas para o povo palestino".

O chanceler identificou o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, como "o principal cúmplice e promotor de todos os crimes cometidos contra o povo palestino e o povo árabe".

Também reiterou o apelo "ao povo judeu do mundo" para que, do mesmo modo como repudia o "Holocausto judeu", "repudie o Holocausto palestino que a elite sionista que governa Israel está cometendo".

EFE rr/db

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