Chanceler ultranacionalista de Israel visita a Itália

A Itália comprometeu-se nesta segunda-feira a reforçar os laços entre Israel e a União Europeia (UE), apesar das reservas demonstradas pela maioria dos países europeus ante a política do novo governo israelense.

AFP |

A posição da Itália, entre os maiores aliados de Israel, foi ilustrada pelo chanceler Franco Frattini ao chefe da diplomacia israelense, Avigdor Lieberman, que iniciou em Roma sua primeira turnê europeia.

"A Europa pode desempenhar papel importante" para solucionar a crise no Oriente Médio, afirmou Frattini durante entrevista conjunta à imprensa celebrada ao final da reunião com o ministro israelense.

A maioria dos países europeus rejeita as discussões para fortalecer as relações entre Israel e a UE devido à posição do novo governo israelense, oposto à criação de um Estado palestino.

A comissária europeia para as Relações Exteriores, Benita Ferrero-Waldner, advertiu recentemente que as relações entre a UE e Israel "não podiam superar o nível atual" devido à incerteza existente sobre o processo de paz.

A maioria dos países europeus defende a ideia de "dois Estados para dois povos".

Lieberman, do partido de ultradireita israelense Beiteinu, viajará depois a Paris, Berlim e Praga, etapas de sua primeira viagem à Europa como chanceler do governo Benjamin Netanyahu.

"Peço-lhes paciência, porque nosso governo nasceu há apenas cinco semanas", disse, acrescentando que "vimos a Roma para ouvir opinião de um amigo".

Lieberman recordou que todos as tentativas de solucionar o conflito israelense-palestino fracassaram nos últimos 16 anos, desde os acordos de Oslo em 1993.

O chefe da diplomacia israelense considera o Irã o "principal problema" da região, "na medida em que se nuclearizou, convertendo-se em fator de desestabilização para o mundo", afirmou.

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