Chanceler sírio insinua que urânio achado em prédio bombardeado é de Israel

DAMASCO - O ministro de Exteriores sírio, Walid al-Moualem, insinuou nesta terça que os vestígios de urânio supostamente encontrados por inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em uma instalação síria seriam provenientes das armas usadas por Israel para bombardear o recinto.

EFE |

"Nenhum jornalista pergunta se os Estados Unidos e Israel têm precedentes no uso de foguetes enriquecidos com urânio no Iraque, no sul do Líbano ou no Afeganistão?", perguntou Moualem aos repórteres, sugerindo que o Exército israelense poderia ter empregado esse tipo de armas no bombardeio em território sírio.

Moualem fez esta declaração em entrevista coletiva conjunta com o chanceler iraquiano, Hoshiyar Zebari, em visita a Damasco, após ser perguntado sobre notícias divulgadas na terça-feira que apontavam que inspetores da AIEA encontraram traços de urânio na instalação síria de Al-Kibar.

Segundo fontes diplomáticas citadas pela imprensa digital austríaca, os especialistas do organismo internacional fizeram a descoberta durante uma visita de três dias em junho ao local, no nordeste da Síria, bombardeado por Israel em setembro de 2007.

As fontes não esclareceram se as amostras de urânio procediam do lugar bombardeado como tal ou das munições utilizadas nessa ação.

O chefe da diplomacia síria considerou que as informações sobre a descoberta de traços de urânio "são vazamentos politicamente motivados idealizados para pressionar a Síria".

Além disso, Moualem lembrou que "a base da denúncia americana que foi apresentada à AIEA sete meses após o ataque israelense indicava que seu alvo era um local em construção, e não em funcionamento".

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