O chanceler austríaco Alfred Gusenbauer afirmou nesta quarta-feira que pretende preservar a imagem da Áustria após a descoberta do sórdido caso de seqüestro e incesto de Amstetten, a 100 km de Viena.

"Não se pode falar de caso Amstetten, não se pode falar de caso Áustria, se trata de um caso particular", disse Gusenbauer, depois de afirmar que não pode aceitar que a imagem internacional da Áustria seja prejudicada pelo caso Fritzl.

No domingo a polícia prendeu em Amstetten Josef Fritzl, 73 anos, que durante 24 anos manteve a filha Elisabeth, que agora tem 42 anos, trancada em um porão de sua casa e teve sete filhos com ela, um deles morto pouco depois do parto.

O governo austríaco qualificou o caso, que chocou o mundo, de "incrível e abominável".

Viena ordenou a todos os ministros que examinem as normas jurídicas vinculadas ao caso.

Os ministérios do Interior e da Justiça receberam a missão de verificar o papel que todas as instituições envolvidas e que papéis desempenharam no caso.

De acordo com Gusenbauer, Biena está trabalhando com as autoridades da província de Baixa Áustria, onde fica Amstetten, para ajudar as vítimas.

gg/fp

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.