Chanceler paraguaio apóia entrada da Venezuela no Mercosul

Assunção, 25 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Alejandro Hamed Franco, afirmou hoje que existe um ambiente propício para que o Congresso de seu país aprove o pedido de inclusão plena da Venezuela no Mercosul.

EFE |

"Me parece conveniente. Um sócio a mais no Mercosul, como a Venezuela, pode nos ajudar a conduzir com mais comodidade a relação com nossos dois grandes sócios", apontou Hamed, em alusão ao Brasil e à Argentina, as maiores potências dentro desse bloco, integrado além disso por Paraguai e Uruguai.

O Protocolo de Adesão da Venezuela, que foi assinado em julho de 2006, está pendente para aprovação no Parlamento do Paraguai e no do Brasil, depois que esse trâmite fora completado pelos demais membros do bloco.

"Os senhores sabem, há algumas coisas para ajustar, portanto, considero que é totalmente realizável" a aprovação desse pedido, destacou o chanceler em coletiva de imprensa, na qual acrescentou que mantêm conversas sobre esse assunto com os legisladores de seu país.

Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores e Assuntos Internacionais do Senado, Alberto Grillón, disse hoje à Agência Efe que não definiram ainda a data para analisar esse pedido de inclusão.

O presidente da Comissão de Política Externa da Assembléia Nacional (AN) venezuelana, o deputado Saúl Ortega, assegurou que o Parlamento do Paraguai "deve" aprovar em setembro o ingresso de seu país no Mercosul, segundo declarações publicadas nesta segunda-feira no site da estatal "Radio Nacional de Venezuela".

Anteriormente, Ortega tinha revelado que uma delegação de senadores paraguaios visitaria a Venezuela entre 29 de agosto e 3 de setembro "para agilizar essa entrada".

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a afirmar no Paraguai em 16 de agosto sobre a necessidade de que o Congresso desse país e também o do Brasil aprovem a adesão plena de seu país ao Mercosul.

"Estamos à espera da aprovação do Congresso paraguaio para o ingresso da Venezuela no Mercosul, como também está pendente de aprovação no Congresso do Brasil", disse Chávez. EFE rg/bm/rr

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